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Azerbaijão e Armênia trocam acusações por ataques em áreas civis; Otan pede trégua

YEREVAN/BAKU (Reuters) - Armênia e Azerbaijão acusaram um ao outro nesta segunda-feira de atacar áreas civis no nono dia do combate mais mortífero na região do sul do Cáucaso em mais de 25 anos.

Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, durante entrevista coletiva em Ancara 05/10/2020 Ministério das Relações Exteriores da Turquia/Divulgação via REUTERS

O chefe da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, se juntou ao coro que pede o fim imediato da luta por Nagorno-Karabakh, um enclave montanhoso que a lei internacional diz pertencer ao Azerbaijão, mas que é povoado e governado por armênios étnicos.

Mas as perspectivas de um cessar-fogo pareciam remotas, já que os confrontos se intensificaram durante o final de semana e depois dos comentários intransigentes do presidente azeri, Ilham Aliyev.

Em um pronunciamento à nação no sábado, Aliyev disse que as forças de seu país estão avançando e retomando terras que estavam nas mãos de armênios étnicos desde uma guerra dos anos 1990.

Ele disse que a Armênia precisa criar um cronograma de retirada de Nagorno-Karabakh e de territórios azeris circundantes e que o Azerbaijão não cessará a ação militar até isto acontecer.

“O Azerbaijão tem uma condição, e esta é a libertação de seus territórios”, disse.

Aliyev disse em uma entrevista concedida nesta segunda-feira à emissora estatal turca TRT Haber que Ancara não deve se envolver em quaisquer medidas para encerrar o conflito.

Artsrun Hovhannisyan, uma autoridade do Ministério da Defesa armênio, disse: “Não acho que existe nenhum risco de Yerevan (a capital armênia), mas seja como for, estamos em guerra”.

O combate provocou preocupações a respeito da estabilidade do sul do Cáucaso, onde dutos transportam petróleo e gás azeri para mercados de todo o mundo, e da possibilidade de as potências regionais serem arrastadas para o conflito --o Azerbaijão tem apoio da Turquia, e a Armênia tem um pacto de defesa com a Rússia.

“Não existe solução militar”, disse Stoltenberg durante uma visita à Turquia, pedindo um cessar-fogo.

Ao seu lado, o ministro turco das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, disse que o Azerbaijão está tentando retomar suas próprias terras e que a Otan deveria pedir a retirada das forças armênias.

Ainda nesta segunda-feira, Nagorno-Karabakh disse que forças azeris realizaram ataques de foguetes contra Stepanakert, seu principal centro administrativo, enquanto o Azerbaijão disse que a Armênia lançou mísseis contra várias cidades fora da região separatista.

Reportagem adicional de Tuvan Gumrukcu em Ancara, Robin Emmott em Bruxelas, Dan Williams em Jerusalém e da redação de Dubai

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