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Mulher que acusa Trump de estupro tenta barrar governo dos EUA em processo de difamação

E. Jean Carroll Cortesia de E. Jean Carroll/Divulgação via REUTERS

NOVA YORK (Reuters) - Uma escritora que acusou Donald Trump de estuprá-la em uma loja de departamento em Manhattan há 25 anos argumentou que ele não pode se esconder atrás de seu cargo como presidente dos Estados Unidos para escapar de ser réu em um processo de difamação.

Em uma ação registrada na segunda-feira em um tribunal federal de Manhattan, os advogados da ex-colunista da revista Elle E. Jean Carroll pediram que um juiz rejeite o pedido do Departamento de Justiça para substituir a equipe jurídica particular de Trump e colocar o governo como réu.

Em junho de 2019, Trump negou ter estuprado Carroll ou mesmo saber quem ela era. Os advogados da escritora disseram que Trump não estava atuando em seu papel de presidente quando disse isso.

“Não há uma única pessoa nos Estados Unidos --nem o presidente, nem qualquer outra pessoa-- cuja descrição de cargo inclua caluniar mulheres que eles abusaram sexualmente”, disseram os advogados.

Os advogados de Carroll, Roberta Kaplan e Joshua Matz, observaram na ação que, desde que assumiu o cargo, Trump já alegou que seus negócios e atividades no Twitter são assuntos “pessoais”. Eles disseram que isso tornava incongruente seus comentários sobre Carroll serem de natureza “presidencial”.

“Apenas em um mundo que enlouqueceu poderia ser de alguma forma presidencial, não pessoal, Trump caluniar uma mulher que ele abusou sexualmente”, afirmaram.

Várias mulheres já acusaram Trump de assédio ou abuso sexual, em casos supostamente ocorridos antes de ele assumir o cargo. Trump nega as acusações.

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