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Opas está preocupada com picos de Covid-19 em Cuba e outros países do Caribe

BRASÍLIA (Reuters) - A Organização Panamericana da Saúde (Opas) está preocupada com picos de casos de Covid-19 em países que haviam conseguido controlar surtos com eficiência, como Cuba e Jamaica, e 11 Estados do Caribe que passaram de uma transmissão moderada para intensa, disse sua diretora, Carissa Etienne, nesta quarta-feira.

Mulheres deixam mercado público em Havana usando máscaras de proteção facial 22/09/2020 REUTERS/Alexandre Meneghini

A boa notícia é que as taxas de casos graves de Covid-19 caíram nas Américas e menos pessoas estão sendo hospitalizadas com necessidade de tratamento intensivo, disse ela em uma entrevista coletiva virtual de Washington com outros diretores da Opas.

As Américas já tiveram mais de 17 milhões de casos e mais de 574 mil mortes de Covid-19, metade dos casos e mais da metade dos óbitos globais.

Brasil e Estados Unidos continuam a ter os surtos mais letais do mundo, mas a transmissão continua muito ativa na região como um todo, cujos países estão sofrendo picos recorrentes de casos.

“Mais de meio milhão de crianças e adolescentes de nossa região foram infectados, e estes números continuam a subir”, disse ela. “Muitos deles não estão cientes de que estão infectados porque têm sintomas leves ou nenhum”.

A procura menor de leitos de tratamento intensivo nos hospitais se deve em parte ao conhecimento crescente do vírus e de como cuidar de pacientes gravemente doentes, disse Etienne.

A pandemia exacerbou desigualdades de gênero, faixa de renda e raça, acrescentou ela.

Nos EUA, as populações negras, hispânicas e nativas têm três vezes mais probabilidade de contrair Covid-19 do que as brancas, cinco vezes mais probabilidade de serem hospitalizadas e duas vezes mais probabilidade de morrer do vírus.

Nas regiões amazônicas da Colômbia e do Brasil, os povos indígenas têm dez vezes mais probabilidade de contrair Covid-19 do que outros grupos, de acordo com a OMS.

Os migrantes também estão mais expostos ao vírus, e a Opas está ajudando os governos de Equador, Costa Rica, Brasil e México a criar maneiras para que os migrantes tenham acesso a alimento, cuidados de saúde e apoio de saúde mental, disse o escritório regional da OMS.

Por Anthony Boadle]

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