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Pescadores do Japão rejeitam liberação "catastrófica" de água de Fukushima no oceano

TÓQUIO (Reuters) - Representantes da indústria pesqueira do Japão pediram ao governo nesta quinta-feira que não permita a liberação de toneladas de água contaminada da usina nuclear de Fukushima no mar, dizendo que isso prejudicaria anos de trabalho para restaurar sua reputação.

Funcionário da Tokyo Electric usa aparelho de medição de radiação na usina nuclear de Fukushima 15/01/2020 REUTERS/Aaron Sheldrick

A Tokyo Electric retirou mais de 1 milhão de toneladas de água contaminada desde que a planta foi danificada por um terremoto e um tsunami em 2011.

A água está armazenada em tanques enormes que lotam o local, e a empresa diz que até 2022 ficará sem espaço de armazenamento.

“Somos totalmente contra uma liberação de água contaminada no oceano, já que ela poderia ter um impacto catastrófico no futuro da indústria pesqueira do Japão”, disse Hiroshi Kishi, presidente da JF Zengyoren, em uma reunião com autoridades do governo.

A JF Zengyoren é uma federação nacional de cooperativas de pesca japonesas.

No início deste ano, uma comissão de especialistas que aconselha o governo do Japão a respeito do descarte de água radioativa da planta destruída de Fukushima recomendou liberá-la no oceano.

O Ministério da Indústria, que está ouvindo opiniões desde abril, convidou representantes da indústria pesqueira para uma sétima rodada de audiências.

“Nós nos opomos vigorosamente à liberação de água contaminada no oceano, já que ela certamente causaria um dano de reputação”, disse Toshihito Ono, chefe dos atacadistas e processadores de pesca da região de Fukushima.

Uma liberação poderia levar outros países a reforçar as restrições a importações de frutos do mar japoneses, revertendo uma tendência recente de afrouxamento, disse Kishi.

Nenhum dos dois representantes apresentou alternativas, mas Kishi pediu ao governo que estude mais e obtenha o máximo de informação possível antes de tomar uma decisão.

Kiyoshi Ejima, ministro da Economia, Comércio e Indústria, disse que o governo levará suas opiniões em conta e que tomará uma decisão responsável.

“Precisamos tomar uma decisão o mais cedo possível, já que este é um assunto da maior prioridade”, disse ele aos repórteres após a reunião, mas sem dar um cronograma.

Por Yuka Obayashi

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