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Casos de Covid-19 na França ficam em máxima recorde; novas restrições são impostas

Ministro da Saúde da França, Olivier Veran, durante entrevista coletiva em Paris 01/10/2020 REUTERS/Gonzalo Fuentes

PARIS (Reuters) - As novas infecções diárias por Covid-19 na França permaneceram acima da marca recorde de 18 mil pelo segundo dia consecutivo nesta quinta-feira, enquanto o número de pessoas doentes sendo tratadas em hospitais teve alta.

Os números foram publicados pouco antes de o ministro da Saúde do país, Olivier Veran, anunciar em uma entrevista coletiva novas restrições para conter a doença.

Os hospitais da região de Paris entraram em modo de emergência nesta quinta-feira, cancelando os feriados da equipe e adiando operações não essenciais, uma vez que os pacientes com coronavírus representavam quase metade de todos os pacientes em unidades de terapia intensiva (UTIs).

Veran anunciou que as cidades de Lyon, Lille, Grenoble e Saint-Etienne ficarão em alerta máximo para a Covid-19, nível alcançado por Paris e Marselha, a partir de sábado, o que desencadeará novas medidas para conter a circulação do coronavírus nessas cidades.

Ele disse que a situação em Toulousse e Montpellier também é preocupante e que essas cidades também podem ir para o alerta máximo a partir de segunda. Dijon e Clermont-Ferrand podem ir para um nível maior de alerta a partir de sábado, acrescentou ele.

“Infelizmente, a situação na França continua a deteriorar”, afirmou em coletiva semanal sobre a Covid-19.

O número de pessoas internadas com a doença na França atingiu seu maior patamar em três meses, de 7.624, um salto de 88 em 24 horas. Esse total ainda é menor do que o pico de 14 de abril de 32.292, mas está acima da mínima de 29 de agosto de 4.530.

Havia mais 11 pacientes em UTIs com a doença, totalizando 1.427, uma contagem quase quatro vezes maior do que a mínima de 31 de julho de 371.

O número de pessoas que morreram de Covid-19 na França aumentou em 76, uma leitura superior à média móvel de sete dias de 73, e agora totaliza 32.521 óbitos.

Por Benoit Van Overstraeten

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