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Cai diferença entre Arce e Mesa para eleição presidencial na Bolívia, mostra pesquisa

Candidatos à presidência da Bolívia durante debate em Santa Cruz; da esquerda para a direita: Luis Fernando Camacho, Maria Baya, Luis Arce, Chi Hyun Chung, Feliciano Mamani, Jorge Quiroga e Carlos Mesa 03/10/2020 REUTERS/Juan Pablo Roca

LA PAZ (Reuters) - A disputa entre os dois principais candidatos presidenciais da Bolívia está acirrada, mostrou uma pesquisa de opinião divulgada na sexta-feira, embora muitos eleitores tenham afirmado que ainda estão indecisos a pouco mais de uma semana da votação.

O candidato socialista Luis Arce está à frente do ex-presidente de centro Carlos Mesa por apenas 6 pontos percentuais, de acordo com a pesquisa, indicando uma queda no apoio ao partido político MAS, do ex-presidente socialista Evo Morales.

A eleição de 18 de outubro será fundamental para os rumos do país, depois que uma votação tensa no ano passado levou à renúncia de Morales e mergulhou o país andino em turbulência.

A pesquisa de opinião com 15.500 bolivianos foi realizada entre os dias 2 e 5 de outubro pelo grupo “Seu Voto Conta”, formado por várias universidades e meios de comunicação locais. Ela mostrou que 33,6% dos eleitores disseram apoiar Arce, ante 40,3% em uma pesquisa de setembro, e não mais o suficiente para vencer a eleição no primeiro turno. No entanto, pouco menos de 10% das pessoas entrevistadas afirmaram que ainda estão indecisas.

O apoio a Mesa ficou em 26,8%, ligeiramente acima dos 26,2% em setembro. A presidente interina, a conservadora Jeanine Áñez, que tinha cerca de 10% das intenções de voto, retirou sua candidatura no mês passado em uma tentativa de unificar a oposição contra Arce, um ex-ministro da Economia e fiel a Morales.

Para evitar um segundo turno, o candidato vencedor precisa de pelo menos 40% dos votos válidos no primeiro turno e dez pontos de vantagem sobre o concorrente mais próximo.

O analista político Álvaro del Rio disse que a pesquisa indica que a eleição provavelmente avançará para um segundo turno, uma vez que “nenhum partido deve conseguir 10 pontos de vantagem e chegar a 40% (dos votos válidos)”.

Reportagem da Reuters TV e Daniel Ramos

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