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Novos casos de coronavírus forçam restrições maiores na Alemanha, diz assessor de Merkel

FRANKFURT (Reuters) - A Alemanha deve continuar limitando reuniões de pessoas e reprimindo viagens desnecessárias enquanto o país enfrenta aumento de casos de Covid-19, disse um assessor da chanceler, Angela Merkel, neste domingo.

“Devemos ser um pouco mais rígidos em lugares onde a infecção se espalha principalmente, que são festas e, infelizmente, também viagens”, disse o chefe de gabinete da chanceler, Helge Braun, à emissora pública ARD.

“Estamos no início de uma segunda onda e só a determinação dos políticos e da população vai decidir se podemos evitá-la ou retardá-la”, acrescentou.

A Alemanha conseguiu manter o número de novas infecções e mortes menor do que muitos de seus vizinhos, mas o número diário de novos casos saltou para mais de 4 mil desde quinta-feira, o maior desde abril.

A contagem de domingo estava abaixo disso, mas isso ocorre porque os resultados de testes tendem a ser mais baixos nos fins de semana.

Merkel e os prefeitos das 11 maiores cidades da Alemanha concordaram na sexta-feira em adotar medidas mais rígidas se os novos casos excederem o limite de 50 por 100 mil habitantes em uma semana.

Mais de 20 cidades estão agora acima desse nível, o que criou uma colcha de retalhos de restrições sobre as viagens dentro do país.

O primeiro-ministro da Baviera, Markus Soeder, propôs no fim de semana multas mais pesadas para pessoas que não usam máscaras em locais obrigatórios como transporte público e lojas - de 250 euros em comparação com os atuais 50 euros, e 500 euros para reincidentes. Braun disse que concordou com penalidades duras.

Merkel manterá novas negociações com os premiês estaduais na quarta-feira.

Por Vera Eckert

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