for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up

Atraso de ajuda e acusações de novos ataques frustram trégua em Nagorno-Karabakh

Bombeiro trabalha em casa atingida por disparo de foguete na região de Nagorno-Karabakh 15/10/2020 REUTERS/Umit Bektas

BAKU/YEREVAN (Reuters) - A Armênia acusou a Turquia nesta quinta-feira de impedir que aviões com auxílio de emergência usassem seu espaço aéreo, e novos combates pelo enclave de Nagorno-Karabakh ameaçaram mergulhar a região em uma crise humanitária.

Azerbaijão e Armênia se acusaram de violar um cessar-fogo mediado menos de uma semana atrás para permitir que os dois lados troquem prisioneiros e os corpos dos que morreram nos confrontos iniciados em 27 de setembro.

O conflito é o mais mortífero desde os anos 1990, quando 30 mil pessoas morreram em uma guerra por Nagorno-Karabakh, território que é reconhecido internacionalmente como parte do Azerbaijão, mas governado por armênios étnicos.

O presidente azeri, Ilham Aliyev, disse no Twitter que a Armênia deveria “suspender todas as tentativas de capturar de volta territórios libertados” e alertou para “mais vítimas e mais derramamento de sangue”.

O Ministério da Defesa do Azerbaijão disse que seu Exército manteve uma “vantagem operacional” ao longo da linha de contato com Nagorno-Karabakh, mas que a situação nas direções de Aghdere-Aghdam e Fizuli-Hadrut-Jabrail continua tensa.

A Procuradoria-Geral azeri disse que dois civis foram feridos por bombardeios em Aghdam.

Já a porta-voz do Ministério da Defesa armênio, Shushan Stepanyan, acusou as Forças Armadas azeris de fazerem disparos de artilharia do norte e do sudeste, mas disse que as forças de Nagorno-Karabakh estão adotando “contramedidas adequadas contra os ataques”.

Reportagem adicional de Margarita Antidze em Tbilisi e Jonathan Spicer em Ancara

for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up