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Inquérito sobre assassinato de professor francês coloca 7 pessoas perante juiz

Marcha silenciosa em homenagem a professor Samuel Paty, no subúrbio de Paris, Conflans-Sainte-Honorine 20/10/2020 REUTERS/Lucien Libert

PARIS (Reuters) - Sete pessoas, incluindo duas menores de idade, foram encaminhadas a um juiz na madrugada desta quarta-feira como parte de uma investigação em andamento sobre o assassinato do professor francês Samuel Paty na semana passada, disse uma autoridade da procuradoria antiterrorismo.

Paty foi decapitado por um jovem de 18 anos de origem chechena no dia 16 de outubro, em plena luz do dia, diante de sua escola em um subúrbio de classe média de Paris. A polícia matou o agressor a tiros.

Investigadores dizem que ele buscava vingança porque a vítima usou caricaturas do profeta Maomé em uma aula sobre liberdade de expressão. Os muçulmanos acreditam que qualquer representação do profeta é uma blasfêmia.

Um pai de aluno que publicou um vídeo acusando o professor de usar as caricaturas em sala estava entre as sete pessoas apresentadas ao juiz.

Richard Ferrand, presidente da câmara baixa do Parlamento e ex-professor, disse à televisão BFM que os pais “deveriam ficar fora das escolas e deixar os professores em paz. É preciso devolver a autoridade total aos professores”.

Procuradores disseram que o agressor abordou alunos diante da escola e lhes pediu para identificar Paty quando ele ia para casa.

Dois deste alunos também estão entre os sete encaminhados ao juiz, assim como o militante islâmico Abdelhakim Sefrioui, do Coletivo Xeique Yassine, cujo fechamento pode ser decidido ainda nesta quarta-feira pelo gabinete francês.

Por Jean Terzian e Henri-Pierre Andre; reportagem adicional de Sudip Kar-Gupta e Dominique Vidalon

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