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Biden e Trump investem em Estados decisivos e trocam farpas na véspera da eleição

FAYETTEVILLE, Carolina do Norte/CLEVELAND (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o rival democrata Joe Biden trocaram farpas e fizeram apelos de última hora aos eleitores nesta segunda-feira, quando compareceram a Estados decisivos no último dia da campanha ao mesmo tempo em que os norte-americanos estabeleciam recorde de votação antecipada.

Trump e Biden participaram do último debate presidencial, em Nashville, Tennessee 22/10/2020 Morry Gash/Pool via REUTERS

Em Fayetteville, na Carolina do Norte, durante o primeiro de cinco comícios planejados em quatro Estados, o republicano Trump rejeitou as pesquisas nacionais que o apontam como derrotado na eleição e fez alertas apocalípticos sobre eventual presidência de Biden.

“Votar em Biden é dar o controle do governo aos globalistas, comunistas, socialistas, os ricos hipócritas liberais que querem silenciar, censurar, cancelar e punir vocês”, disse Trump.

Em Cleveland, Ohio, um Estado com disputa acirrada que já foi visto como certo para Trump, Biden voltou aos principais temas de sua campanha ao prometer curar as feridas do país e atacar a forma como Trump lidou com a pandemia de coronavírus.

“Amanhã teremos a oportunidade de pôr fim a uma presidência que dividiu esta nação”, afirmou Biden, chamando Trump de “fraco” e uma “vergonha”.

Trump, de 74 anos, está tentando evitar se tornar o primeiro presidente em exercício a perder a reeleição desde o colega republicano George H. W. Bush em 1992. Apesar de as pesquisas nacionais mostrarem Biden com uma ampla vantagem, a disputa em Estados-chave é vista como decisiva o bastante para que Trump possa reunir os 270 votos necessários para prevalecer no sistema de Colégio Eleitoral, baseado em Estado a Estado, que determina o vencedor.

Trump também viajará para Pensilvânia, Wisconsin e Michigan --todos Estados que ele ganhou por pouco em 2016, mas que podem se virar para Biden este ano segundo as pesquisas.

Biden, de 77 anos, passará o restante do dia na Pensilvânia após o discurso em Ohio.

Em um ano afetado pela pandemia de coronavírus, a votação antecipada atingiu níveis nunca vistos antes nas eleições dos EUA. Um recorde de 96 milhões de votos antecipados ocorreu pessoalmente ou pelo correio, de acordo com o Projeto Eleições EUA.

O número recorde é igual a 70% de toda a participação eleitoral na eleição de 2016 e representa cerca de 40% de todos os norte-americanos que estão legalmente elegíveis para votar.

Esse nível sem precedentes de votação antecipada inclui 60 milhões de cédulas pelo correio que podem levar dias ou semanas para serem contadas em alguns Estados, o que significa que o vencedor pode não ser declarado poucas horas após o encerramento das urnas na noite de terça-feira.

O Twitter informou nesta segunda-feira que anexará um alerta a todos os tuítes, incluindo os de candidatos, que reivindicarem vitória eleitoral antes que as autoridades eleitorais estaduais ou os meios de comunicação nacionais o façam.

Em um sinal de quão volátil a eleição pode ser, prédios em várias cidades tiveram a segurança reforçada com tapumes, incluindo ao redor da Casa Branca e na cidade de Nova York.

O FBI está investigando um incidente no Texas em que um comboio de veículos pró-Trump cercou um ônibus de turismo que transportava funcionários da campanha de Biden. A caravana, elogiada por Trump, levou a campanha de Biden a cancelar pelo menos dois de seus eventos no Texas. Os democratas acusaram o presidente de encorajar seus apoiadores a se envolverem em atos de intimidação.

Oito procuradores estaduais, representando Illinois, Michigan, Minnesota, Nevada, Novo México, Carolina do Norte, Pensilvânia e Wisconsin, advertiram que não vão tolerar intimidação eleitoral.

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