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Apuração coloca Biden perto da vitória nos EUA, Trump intensifica contestação jurídica

WASHINGTON (Reuters) - O democrata Joe Biden se aproximava da vitória na eleição presidencial dos Estados Unidos nesta quinta-feira, enquanto autoridades apuravam os votos em alguns Estados que determinarão o resultado do pleito e manifestantes iram às ruas.

Joe Biden em Wilmington, no Estado norte-americano de Delaware 04/11/2020 REUTERS/Kevin Lamarque

O presidente dos EUA, Donald Trump, que tenta a reeleição, alegou fraude sem apresentar evidências, entrou com processos na Justiça e pediu recontagens de votos em uma disputa que ainda não tem resultado dois dias depois de ser realizada.

Com as tensões crescendo, cerca de 200 apoiadores de Trump, alguns armados com rifles e pistolas, se reuniram do lado de fora do escritório eleitoral em Phoenix, no Estado do Arizona, após rumores infundados de que os votos não estavam sendo contados.

Em Detroit, no Estado de Michigan, autoridades impediram que cerca de 30 pessoas, a maioria republicanos, entrassem em um local onde os votos estão sendo apurados em meio a alegações também sem fundamentos de que a contagem no Estado estava sendo fraudulenta.

Manifestantes contrários a Trump em outras cidades do país exigiam que a apuração continuasse. A polícia prendeu 11 pessoas e apreendeu armas em Portland, no Estado do Oregon, depois de relatos de tumultos. Prisões também foram feitas em Nova York, Denver e Mineápolis. Mais de 100 manifestações estão programadas no país até o sábado.

A disputa pela Casa Branca dependia de corridas acirradas em cinco Estados. Biden tem vantagens apertadas em Nevada e no Arizona, enquanto Trump vê sua pequena dianteira diminuir na Pensilvânia e na Geórgia, Estados em que precisa vencer e onde os votos por correio estão sendo contados. Trump tem uma pequena vantagem na Carolina do Norte, outro Estado que precisa vencer para ter chances de reeleição.

Trump precisa manter a liderança e vencer nos Estados em que está à frente e conquistar Nevada ou Arizona para conseguir mais um mandato e evitar tornar-se o primeiro presidente norte-americano no cargo a perder uma reeleição desde o também republicano George H.W. Bush em 1992.

A Edison Research dá a Biden uma vantagem de 243 votos a 213 no Colégio Eleitoral. Outras projeções de emissoras de TV dão a Biden a vitória em Wisconsin, que lhe daria mais 10 votos. Para vencer, são necessários 270 votos no Colégio Eleitoral.

Biden, de 77 anos, previu na quarta-feira que vencerá a eleição e lançou um site na internet para iniciar uma transição para uma Casa Branca controlada pelos democratas a partir de janeiro.

Trump, de 74 anos, por várias vezes buscou minar a credibilidade do processo eleitoral. Desde a terça-feira, dia da eleição, ele declarou-se falsamente o vencedor do pleito, acusou sem provas os democratas de tentarem roubar a eleição e prometeu contestar os resultados em alguns Estados nos tribunais.

Especialistas em eleições nos Estados Unidos afirmam que fraudes são raras.

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