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Biden se aproxima de vitória e Trump lança blitz de ações legais

WASHINGTON (Reuters) - O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, se aproximava da vitória sobre o presidente republicano Donald Trump nesta quinta-feira em uma eleição presidencial extremamente acirrada nos EUA, cujo resultado dependia de margens mínimas em alguns Estados, enquanto Trump lançava uma série de ações na Justiça na tentativa de desacelerar seu adversário.

Manifestantes protestam após eleição presidencial dos EUA em Washington 04/11/2020 REUTERS/Hannah McKay

As tensões aumentavam em alguns lugares, enquanto a apuração dos votos se arrastava dois dias depois da eleição, no segundo dia de manifestações, algumas vezes de grupos opostos, sobre a integridade da eleição.

Biden, um ex-vice-presidente do país, continuava a diminuir a diferença para Trump na Geórgia e na Pensilvânia, enquanto mantinha vantagem pequena em Nevada e Arizona.

Trump, que durante a longa e rancorosa campanha atacou a integridade do sistema eleitoral dos EUA, alegou fraude sem mostrar provas, iniciou ações legais e pediu ao menos uma recontagem estadual.

A manobra mais recente de sua equipe foi o anúncio de um processo na Justiça alegando fraude eleitoral em Nevada, um dos Estados cruciais onde Trump estava pouco atrás de Biden.

Alguns especialistas legais classificaram as contestações como um tiro no escuro que dificilmente afetará o resultado final da eleição.

Ainda assim, Biden liderava em Wisconsin, Nevada e Arizona e diminuía a distância para Trump na Geórgia e na Pensilvânia.

Vários processos movidos por Trump e o pedido de recontagem teriam de ter sucesso e, em alguns casos, dezenas de milhares de cédulas inválidas teriam de ser encontradas para reverter a situação, caso Biden vença.

“O que estamos vendo nesses processos é que eles não têm mérito, e não são nada além de uma tentativa de distrair e adiar o que é inevitável: Joe Biden será o próximo presidente dos Estados Unidos”, disse a gerente da equipe de campanha de Biden, Jen O’Malley Dillon, a jornalistas.

Já a equipe eleitoral de Trump previu a vitória dele, com o chefe da equipe de campanha, Bill Stepien, afirmando: “Donald Trump está vivo e bem” na eleição.

Alguns dos votos pendentes na Geórgia e na Pensilvânia se concentram em locais que se acredita que penderão para os democratas, como as áreas de Atlanta e Filadélfia.

Na Geórgia, as autoridades disseram esperar a conclusão da apuração até o fina desta quinta. A vantagem de Trump, que vem caindo, está em cerca de 14 mil votos, com cerca de 2% dos votos ainda a serem contados. A liderança de Trump na Pensilvânia era de 115 mil votos com ainda 8% faltando ser apurado.

Trump tem que conquistar os Estados nos quais ainda lidera, como a Carolina do Norte, e ainda Arizona ou Nevada, para triunfar e evitar se tornar o primeiro presidente a perder uma reeleição desde o correligionário George H.W. Bush em 1992.

O presidente parece ter ficado cada vez mais aborrecido à medida que suas vantagens em alguns Estados diminuíram ou evaporaram durante a contagem. Na manhã desta quinta-feira, ele opinou no Twitter, escrevendo “PAREM A CONTAGEM!”

Embora não tenha autoridade sobre a contagem de votos, mais tarde ele acrescentou: “QUALQUER VOTO QUE TENHA CHEGADO APÓS O DIA DA ELEIÇÃO NÃO SERÁ CONTADO!”

Alguns Estados contam cédulas que tiverem sido enviadas até o dia da votação, ainda que cheguem nos dias subsequentes.

Biden previu uma vitória na quarta-feira e criou um site para começar a transição para uma Casa Branca sob comando democrata.

Reportagem adicional de Steve Holland, Susan Heavey e Doina Chiacu em Washington, Mimi Dwyer em Phoenix, Tim Reid em Los Angeles, Tom Hals no Delaware e Kanishka Singh em Bengaluru

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