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Apoiadores de Trump e Biden protestam diante de centros de contagem de votos nos EUA

PHOENIX/FILADÉLFIA (Reuters) - Apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alguns armados, intensificaram na noite de quinta-feira as manifestações contra o que ele afirmou sem provas ser uma eleição manipulada em Estados cruciais onde os votos ainda estão sendo contados.

Manifestantes pró-Trump participam de protesto para interromper apuração de votos em Phoenix, Arizona 05/11/2020 REUTERS/Cheney Orr

As manifestações foram essencialmente pacíficas, mas defensores de Trump gritaram contra manifestantes de oposição em algumas ocasiões. Trump diz que a eleição está sendo roubada, mas não surgiram indícios de fraude.

No Arizona, um dos Estados mais disputados na corrida ainda indefinida entre Trump e seu desafiante democrata, Joe Biden, apoiadores de ambos se enfrentaram brevemente diante do Departamento Eleitoral do condado de Maricopa, em Phoenix.

Vários grupos de direita fortemente armados se reuniram no local enquanto funcionários contavam votos do lado de dentro, mas os protestos continuaram pacíficos em sua maior parte, apesar da tensão crescente.

Autoridades eleitorais de todo o país continuavam a tabular votos, em alguns casos processando um número inédito de votos enviados pelo correio que se acumularam por terem se tornado a opção preferida de votação durante a pandemia de coronavírus.

Na Filadélfia, a polícia disse ter prendido um homem e confiscado uma arma durante uma investigação sobre um suposto complô para atacar o Centro de Convenções da Pensilvânia, onde votos estão sendo contados.

Feita esta exceção, as cenas vistas na cidade foram menos agressivas, e até festivas. Manifestantes pró-Trump e pró-Biden foram separados por barreiras portáteis na altura da cintura sob forte presença policial.

Com o futuro da Presidência em jogo, encontros entre manifestantes contrários também ocorreram em Nova York e Washington, assim como em cidades de Estados-chave, como Milwaukee, no Wisconsin, Las Vegas, em Nevada, Detroit, no Michigan, e Atlanta, na Geórgia.

Na internet, o Facebook removeu um grupo de crescimento rápido no qual apoiadores de Trump usavam retórica violenta. A plataforma e outras empresas de redes sociais combateram afirmações infundadas e violência em potencial.

Entusiastas de Trump pegaram a deixa do presidente, que disse diversas vezes, e falsamente, que os votos enviados pelo correio estão especialmente sujeitos a fraude.

À medida que os votos pelo correio reduziam a vantagem de Trump na Pensilvânia, manifestantes da Filadélfia dançavam. Já defensores de Trump portavam bandeiras e cartazes dizendo: “O voto termina no dia da eleição”, e “Desculpe, urnas fechadas”.

Por Mimi Dwywer em Phoenix, Joseph Tanfani na Filadélfia, Nathan Layne em Harrisburg, Pensilvânia, Maria Caspani e Jonathan Allen em Nova York, Katanga Johnson em Atlanta, Brad Brooks em Las Vegas, Gabriella Borter em Milwaukee, Michael Martina em Detroit, Dan Whitcomb em Los Angeles e Kanishka Singh em Bengaluru

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