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Polícia alemã faz buscas em casas de 4 suspeitos de elo com agressor de Viena

BERLIM (Reuters) - A polícia da Alemanha fez buscas nesta sexta-feira em casas e negócios ligados a quatro pessoas que se acredita terem laços com o homem que cometeu um massacre em Viena nesta semana, disseram autoridades.

04/11/2020 REUTERS/Leonhard Foeger

O jihadista condenado de 20 anos que matou quatro pessoas na segunda-feira foi morto a tiros pela polícia minutos depois de atirar contra transeuntes e clientes de bares. Mais tarde, ele foi identificado como Kujtim Fejzulai, um nativo de Viena.

“Não existe uma suspeita inicial de que as quatro pessoas afetadas pelas medidas de hoje participaram do ataque, mas acredita-se que têm laços com o suposto agressor”, disse a polícia criminal alemã, BKA, no Twitter.

A BKA disse que um juiz federal emitiu mandados de busca para casas e negócios das cidades alemãs de Osnabrueck e Kassel e do distrito de Pinneberg, próximo de Hamburgo, depois que o Judiciário da Áustria compartilhou parte de suas descobertas sobre o ataque a procuradores alemães.

Os suspeitos fizeram contato virtual com Fejzulai e se encontraram com ele pessoalmente, disse o Ministério do Interior da Alemanha. Ninguém foi preso nas buscas desta sexta-feira, acrescentou a pasta.

Autoridades austríacas prenderam 15 pessoas que funcionários do Ministério do Interior disseram serem parte do círculo islâmico radical.

Procuradores pediram que 8 dos 15 sejam mantidos sob custódia, disse a porta-voz da Procuradoria.

Eles são “fortemente suspeitos de terem contribuído ou cometido o crime de envolvimento com um grupo terrorista ou organização criminosa”, acrescentou a Procuradoria.

Os ministros austríacos do Interior e da Integração também ordenaram o fechamento de “mesquitas radicais” após o ataque, relatou a agência de notícias austríaca APA nesta sexta-feira.

A Suíça prendeu dois homens ligados ao ataque. O ministro austríaco do Interior, Karl Nehammer, disse na quinta-feira que seu país está em contato próximo com outro país em sua investigação.

Por Michelle Adair e Christian Kraemer em Berlim e Michael Shields em Zurique

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