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Agência da ONU para refugiados palestinos pede dinheiro para pagar salários

Palestinos esperam para atravessar fronteira com Egito, que foi reaberta parcialmente em meio à pandemia de Covid-19, no sul da Faixa de Gaza 03/11/2020 REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

JERUSALÉM (Reuters) - A agência da ONU para refugiados palestinos anunciou nesta segunda-feira que ficou sem dinheiro para pagar os salários de seus funcionários em todo o Oriente Médio, após dois anos de cortes de recursos pelos Estados Unidos e outros doadores.

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA) disse que precisa de 70 milhões de dólares até o final do mês para pagar integralmente os salários de 28 mil funcionários em novembro e dezembro.

O organismo da ONU também emitiu um pedido de emergência para doações para evitar a suspensão de serviços essenciais.

“Apesar de todos os nossos esforços para levantar os recursos necessários para manter nossos programas humanitários e de desenvolvimento em funcionamento, foi com grande pesar que informei nossa corpo de trabalho hoje que não temos recursos suficientes neste momento para honrar seus salários neste mês”, disse o comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, em um comunicado.

A agência foi duramente atingida pela decisão de 2018 do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de cortar todos os recursos dos EUA para a UNRWA, que somavam mais de 300 milhões de dólares por ano.

Os Estados Unidos eram, com folga, o maior doador para a UNRWA, que fornece educação e saúde a cerca de 5,7 milhões de refugiados registrados.

Mas também houve cortes de outros doadores, incluindo no Golfo, onde alguns Estados assinaram recentemente acordos de normalização com Israel mediados pelos EUA.

Espera-se que o presidente eleito Joe Biden retome o financiamento da UNRWA, pelo menos parcialmente.

Mas isso provavelmente levará meses, dizem funcionários da agência, tarde demais para cobrir o buraco no orçamento anual de 1,4 bilhão de dólares da agência, incluindo programas de emergência para Gaza, Síria e Covid-19.

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