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Proibida, marcha de extrema-direita no Dia da Independência polonês atrai milhares

Manifestantes participam de marcha em Varsóvia 11/11/2020 Jedrzej Nowicki/Agencja Gazeta/via REUTERS

VARSÓVIA (Reuters) - Simpatizantes da extrema-direita entraram em confronto com a polícia nesta quarta-feira perto do Estádio Nacional da Polônia, convertido recentemente em um hospital de campanha para pacientes com Covid-19, ao final de uma marcha do Dia da Independência que desafiou as restrições da pandemia.

Planejado como uma volta de carro pelas principais ruas da capital para driblar uma proibição da prefeitura, o evento anual assumiu uma forma diferente quando milhares de pessoas marcharam a pé pelo centro de Varsóvia, além das motorizadas.

Policiais do batalhão de choque usaram spray de pimenta para interromper os confrontos esporádicos ao longo do trajeto.

“Quando existe uma ação brutal da parte do povo, onde existe dano à propriedade... quando policiais são hospitalizados e precisam de assistência médica, não, não há nada chamado de reunião pacífica”, disse o porta-voz da polícia de Varsóvia, Sylwester Marczak.

Ele disse que os agentes foram atacados com pedras e sinalizadores, o que resultou em vários ferimentos.

O evento anual se tornou um ponto de atrito entre grupos de extrema-direita e apoiadores do governo nacionalista do primeiro-ministro, Mateusz Morawiecki, de um lado, e de seus oponentes liberais do outro.

Nas últimas semanas, a Polônia ainda testemunhou protestos de rua em massa desencadeados por uma decisão do Tribunal Constitucional que sancionou uma proibição quase total ao aborto na nação predominantemente católica.

Por Alicja Ptak, Alan Charlish e Justyna Pawlak

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