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Reino Unido diz que China violou tratado ao reprimir oposição em Hong Kong

Manifestante é detido pela polícia de Hong Kong durante marcha contra lei de segurança nacional 01/07/2020 REUTERS/Tyrone Siu

LONDRES (Reuters) - O Reino Unido disse nesta quinta-feira que a China voltou a violar a Declaração Conjunta Sino-Britânica ao impor novas regras para desqualificar parlamentares eleitos de Hong Kong.

“A imposição de novas regras de Pequim para desqualificar parlamentares eleitos de Hong Kong constituiu uma violação clara da Declaração Conjunta Sino-Britânica legalmente vinculante”, disse o ministro das Relações Exteriores britânico, Dominic Raab.

“A China voltou a descumprir suas promessas e minou o alto grau de autonomia de Hong Kong”, disse Raab.

A autonomia da ilha foi garantida pelo acordo “um país, dos sistemas” entronizado na Declaração Conjunta de 1984, assinada pelo então primeiro-ministro chinês Zhao Ziyang e pela premiê britânica Margaret Thatcher.

Agora o Reino Unido considera que a China violou a declaração três vezes --as outras foram em 2016 e 2020, quando Pequim adotou a Lei de Segurança Nacional de Hong Kong.

“O Reino Unido defenderá o povo de Hong Kong, e denunciará as violações de seus direitos e suas liberdades”, disse Raab. “Com nossos parceiros internacionais, cobraremos da China as obrigações que ela assumiu livremente sob a lei internacional.”

Parlamentares opositores pró-democracia de Hong Kong disseram na quarta-feira que renunciariam para protestar contra a demissão de quatro de seus colegas da assembleia da cidade depois que Pequim deu às autoridades locais novos poderes para conter ainda mais a dissidência.

Por Guy Faulconbridge e Kate Holton

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