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Biden tranquiliza aliados dos EUA ao conversar com líderes de Japão, Coreia do Sul e Austrália

SEUL/TÓQUIO/WILMINGTON (Reuters) - Em seus primeiros telefonemas com Joe Biden desde a eleição dos Estados Unidos, os líderes de Japão, Coreia do Sul e Austrália reafirmaram nesta quinta-feira os planos para estabelecer laços estreitos com o presidente eleito para enfrentar questões como a mudança climática e a segurança regional.

Presidente eleito dos EUA, Joe Biden, durante entrevista coletiva em Wilmington, Delaware 10/11/2020 REUTERS/Jonathan Ernst

Os três aliados --o primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e o premiê australiano, Scott Morrison-- se uniram a outros líderes globais ao reconhecerem a vitória do desafiante democrata sobre o presidente norte-americano, Donald Trump, que ainda não admitiu a derrota do dia 3 de novembro.

A vitória projetada de Biden tem como pano de fundo a assertividade militar e econômica crescente da China na região e anos de relações às vezes tumultuadas entre aliados da região e os EUA sob o comando de Trump em temas como comércio, defesa e meio ambiente.

Todos os lados expressaram sua determinação para fortalecer os elos bilaterais, assim como para enfrentar problemas globais, como a pandemia de coronavírus e a mudança climática, disse o escritório de Biden.

Suga disse que conversou com Biden por telefone e confirmou a importância dos laços bilaterais.

“O presidente eleito Biden disse que espera fortalecer a aliança EUA-Japão e trabalhar em conjunto para conquistar um Indo-Pacífico livre e aberto”, disse Suga aos repórteres em comentários separados feitos em seu gabinete.

Biden já havia conversado com os líderes da Alemanha, Reino Unido, Canadá e França, mas a China e a Rússia ainda não parabenizaram nem contataram o presidente eleito.

Na quarta-feira, Biden nomeou Ron Klain como chefe de gabinete da Casa Branca, a primeira nomeação importante do governo em formação. Anthony Blinken, diplomata e confidente de longa data de Biden, é visto como provável secretário de Estado ou conselheiro de Segurança Nacional, ambos papeis essenciais para os aliados da região.

Ao conversar com Moon, Biden reafirmou o compromisso norte-americano de defender a Coreia do Sul, ressaltando o parceiro asiático como um “pilar da segurança e da prosperidade da região do Indo-Pacífico”, disse o porta-voz de Moon, Kang Min-seok.

Morrison disse ter conversado com Biden sobre a tecnologia de redução de emissões poluentes, mas uma meta de emissões zero até 2050 não foi debatida.

Tanto Moon como Suga disseram que concordaram em organizar cúpulas com o novo presidente logo depois de sua posse, em janeiro.

(Por Hyonhee Shin em Seul, Sakura Murakami em Tóquio, Simon Lewis em Wilmington, Delaware e Colin Packham em Sydney)

Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759 REUTERS ES

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