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Em telefonema com papa, Biden diz que buscará trabalho conjunto sobre ambiente e imigrantes

Presidente eleito dos EUA, Joe Biden 14/07/2020 REUTERS/Leah Millis

WASHINGTON (Reuters) - O papa Francisco ofereceu “bênçãos e felicitações” ao presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, por telefone na quinta-feira, em uma iniciativa para melhorar sua relação com Washington após quatro anos muitas vezes conflituosos com o presidente Donald Trump.

A conversa foi anunciada pela equipa de transição de Biden, que será apenas o segundo presidente católico da história dos Estados Unidos quando entrar na Casa Branca no dia 20 de janeiro. Trump ainda não reconheceu a derrota e está buscando judicializar a disputa.

Francisco bateu de frente com Trump em uma série de questões, incluindo as relações com a China, as mudanças climáticas, relações com Cuba e imigração.

“O presidente eleito agradeceu Sua Santidade por estender suas bênçãos e felicitações e reconheceu sua apreciação pela liderança de Sua Santidade na promoção da paz, reconciliação e nos laços comuns na humanidade em todo o mundo”, informou a equipe de transição do democrata em nota.

“Biden expressou seu desejo em trabalhar em conjunto com base na crença compartilhada sobre dignidade e igualdade em toda a humanidade em questões como o cuidado aos marginalizados e pobres, na abordagem à crise das mudanças climáticas, e na recepção e integração dos imigrantes e refugiados em nossas comunidades”, disse a nota.

Em fevereiro de 2016, quando o republicano Trump ainda era candidato à Presidência, Franscisco criticou sua promessa de construir um muro ao longo da fronteira com o México, dizendo que um homem que quer construir muros “não é cristão”.

Depois que Trump foi eleito, Francisco criticou a decisão do presidente de se retirar do Acordo de Paris para limitar o aquecimento global e a política de seu governo de separar famílias de imigrantes que entraram nos Estados Unidos.

Em uma entrevista à Reuters em 2018, Francisco disse que estava entristecido com a decisão de Trump de retroceder em um acordo que o Vaticano havia ajudado a mediar durante o governo anterior, do democrata Barack Obama, para incentivar o comércio e o turismo com Cuba.

Reportagem adicional de Pete Schroeder em Washington e Philip Pullella em Roma

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