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Biden pode anunciar nomes de gabinete em meio a esforço de Trump para impedir transição

WILMINGTON, Delaware/WASHINGTON (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, se dedicará a moldar o cerne de sua equipe nesta terça-feira, enquanto o presidente em fim de mandato, Donald Trump, insiste em sua batalha legal cada vez mais frágil para reverter sua derrota eleitoral.

Biden fala sobre economia em Wilmington, Delaware 16/11/2020 REUTERS/Kevin Lamarque

Várias das principais autoridades da equipe de campanha de Biden vêm debatendo seus papéis na transição e no governo que toma posse no dia 20 da janeiro. Alguns cargos podem ser anunciados já nesta terça-feira, de acordo com uma pessoa a par do assunto.

O deputado Cedric Richmond, que foi copresidente nacional da equipe de Biden e presidiu o Caucus Negro do Congresso, deve ocupar um posto de alto escalão no governo, assim como Steve Ricchetti, conselheiro de longa data de Biden, segundo a fonte. A promoção de Richmond deixaria sua cadeira de parlamentar da Louisiana vaga.

Jen O’Malley Dillon, que assumiu como gerente de campanha de Biden no começo do ano e é a primeira mulher a comandar uma campanha presidencial democrata vencedora, deve ser nomeada vice-chefe de gabinete, segundo veículos de mídia.

Nenhum dos indicados em potencial respondeu pedidos de comentários. O porta-voz da equipe de transição de Biden tampouco quis comentar.

O democrata Biden também deve receber um informe sobre ameaças de segurança nacional de seus próprios conselheiros. Trump, que não admitiu a derrota da eleição de 3 de novembro, o impede de receber informes confidenciais de inteligência que é praxe fornecer ao sucessor em uma transição.

Como sinal dos desafios de segurança nacional que Biden herdará, a Reuters noticiou na segunda-feira que, na semana passada, Trump pediu opções de ataques à principal instalação nuclear do Irã, mas acabou decidindo não dar tal passo.

O presidente republicano continua raivoso e desafiador nas redes sociais, apesar de alguns correligionários destacados terem afirmado que Biden deveria ser considerado o presidente eleito.

Também na segunda-feira, seu conselheiro de Segurança Nacional, Robert O’Brien, disse que garantirá uma transição profissional no caso provável de Biden ser declarado vencedor da eleição.

Biden venceu o voto popular – que é insignificante legalmente, mas simbolicamente importante – por ao menos 5,6 milhões de votos, ou 3,6 pontos percentuais, e ainda há cédulas sendo contadas.

Reportagem adicional de Jan Wolfe e Daniel Trotta

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