14 de Agosto de 2017 / às 11:13 / em 4 meses

Após críticas, Casa Branca diz que Trump condena KKK e neonazistas

CHARLOTTESVILLE, Estados Unidos (Reuters) - Os comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repudiando a violência em uma manifestação de nacionalistas brancos também se destinaram à Ku Klux Klan e a grupos neonazistas, disse a Casa Branca no domingo, um dia depois de Trump ser criticado por não denunciar explicitamente os supremacistas brancos.

Vigília em resposta a morte de uma mulher que protestava contra o evento de nacionalistas brancos, em frente à Casa Branca, em Washington 13/08/2017 REUTERS/Jonathan Ernst

Autoridades dos EUA iniciaram uma investigação sobre os episódios fatais de violência na Virgínia, que renovaram a pressão para que o governo Trump adote uma postura inequívoca contra os extremistas de direita que compõem um segmento leal da base política do presidente republicano.

Uma mulher de 32 anos morreu e 19 pessoas ficaram feridas, cinco gravemente, no sábado, quando um homem lançou seu carro sobre uma multidão que protestava contra o evento de nacionalistas brancos em Charlottesville, cidade do sul da Virgínia.

Outras 15 pessoas ficaram feridas em confrontos de rua sangrentos entre nacionalistas brancos e manifestantes opostos.

Dois policiais estaduais da Virgínia morreram na queda do helicóptero que ocupavam depois de auxiliarem os esforços para conter os tumultos, que o prefeito Mike Signer disse terem sido confrontados por quase mil agentes da lei.

Ex-alistado do Exército, James Alex Fields Jr., de 20 anos, um homem branco do Ohio que um ex-professor de segundo grau descreveu como “enamorado” pela ideologia nazista na adolescência, deve comparecer a um tribunal para ser acusado de assassinato e outros crimes decorrentes do atropelamento fatal.

A investigação federal de “crime de ódio” do incidente “não se limita ao motorista”, informou uma autoridade do Departamento de Justiça à Reuters.

“Investigaremos se outros podem ter estado envolvidos no planejamento do ataque”.

Democratas e republicanos criticaram Trump por demorar demais para se pronunciar sobre os episódios de violência – sua primeira grande crise interna como líder do país – e por não condenar explicitamente os manifestantes supremacistas brancos que iniciaram os conflitos ao fazê-lo.

No sábado Trump repudiou o que chamou de “esta demonstração flagrante de ódio, intolerância e violência de muitos lados”.

No domingo, porém, a Casa Branca acrescentou: “O presidente disse com muita ênfase em seu comunicado ontem que condena todas as formas de violência, intolerância e ódio, e é claro que isso inclui supremacistas brancos, KKK, neonazistas e todos os grupos extremistas. Ele pediu união nacional e que todos os americanos se unam”.

Reportagem adicional de Lucia Mutikani e Mike Stone, em Washington; James Oliphant, em Nova Jersey; Bernie Woodall, em Fort Lauderdale, Flórida

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