22 de Agosto de 2017 / às 18:13 / em 4 meses

Secretário dos EUA diz ainda não haver decisão sobre aumento de tropas no Afeganistão

BAGDÁ/WASHINGTON (Reuters) - O Pentágono ainda não decidiu quantos soldados adicionais enviará ao Afeganistão porque ainda está elaborando um plano, disse o secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, nesta terça-feira, depois de o presidente Donald Trump ter comprometido seu país com uma guerra sem final à vista em solo afegão.

Ministro da Defesa James Mattis durante entrevista 28/6/2017 REUTERS/Michaela Rehle

Trump não deu muitos detalhes no discurso televisionado que fez na segunda-feira sobre o Afeganistão, mas prometeu uma campanha militar intensificada contra os insurgentes do Taliban, que ganharam terreno diante de forças do governo afegão apoiadas pelos EUA. Ele também destacou o vizinho Paquistão por abrigar militantes, uma acusação negada por Islamabad.

Cabul saudou o discurso de Trump, mas o Taliban disse que fará do país “um cemitério do império americano”.

Mattis disse estar esperando um plano do chefe do Estado-Maior Conjunto dos militares norte-americanos, general Joseph Dunford, antes de decidir quantos soldados a mais enviar ao Afeganistão, onde os EUA estão envolvidos em sua guerra mais longa.

“Quando ele me trouxer isso, determinarei quantos mais precisamos enviar”, afirmou Mattis aos repórteres durante uma visita a Bagdá. “Pode ou pode não ser o número que está sendo alardeado”.

Funcionários dos EUA disseram que Trump deu a Mattis a autoridade para enviar cerca de 4 mil soldados norte-americanos adicionais, que se somarão aos aproximados 8.400 já no Afeganistão.

Os EUA parecem não ter pressa de mobilizar novas forças. Em junho Trump autorizou Mattis a estabelecer os níveis futuros de tropas afegãs em meio a um debate longo e difícil no governo sobre como lidar com a guerra de 16 anos.

Anteriormente Trump havia pedido uma retirada norte-americana do Afeganistão. Na segunda-feira ele disse que seu instinto inicial foi retirar todas as tropas de sua nação, mas que foi dissuadido por seus conselheiros militares depois de uma revisão de estratégia minuciosa.

“As consequências de uma saída rápida são previsíveis e inaceitáveis”, disse. “Uma retirada apressada criaria um vácuo que terroristas, incluindo o ISIS (Estado Islâmico) e a Al Qaeda, preencheriam instantaneamente”.

Forças afegãs auxiliadas pelos EUA depuseram o governo islâmico radical do Taliban no final de 2001 porque este abrigava o chefe da Al Qaeda, Osama bin Laden, arquiteto dos ataques de 11 de setembro em Nova York e Washington naquele ano.

    (Reportagem adicional de Mirwais Harooni em Cabul, Drazen Jorgic e Syed Raza Hassan em Islamabad, Jibran Ahmad em Peshawar, Paquistão, Michael Martina em Pequim e Andrew Osborn em Moscou)

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