30 de Agosto de 2017 / às 16:58 / em 3 meses

Caracas critica Macron por ter denunciado "ditadura" venezuelana

CARACAS (Reuters) - A Venezuela acusou a França nesta quarta-feira de se unir a uma campanha “imperialista” depois que o presidente francês, Emmanuel Macron, retratou o muito criticado governo socialista como ditatorial.

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante reunião no Palácio de Miraflores, em Caracas 25/08/2017 Palácio de Miraflores/Divulgação

Somando-se às críticas de Washington, da Organização das Nações Unidas (ONU) e de grandes nações latino-americanas, na terça-feira Macron qualificou o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, como “uma ditadura tentando sobreviver ao custo de um drama humanitário inédito”.

Muitos países estão revoltados com o fato de Caracas ter anulado o Congresso de maioria opositora, reprimido protestos, prendido centenas de adversários e barrado a entrada de uma ajuda humanitária que amenizaria a crise econômica grave da nação.

Autoridades dizem que líderes opositores locais querem depor Maduro em um golpe com apoio dos Estados Unidos, mas que sua nova Assembleia Constituinte garantirá a paz.

“Comentários como este são um ataque às instituições venezuelanas e parecem formar parte da obsessão imperialista permanente de atacar nosso povo”, disse o governo em um comunicado respondendo a Macron.

“As afirmações do chefe de Estado francês mostram uma profunda falta de conhecimento sobre a realidade da Venezuela, cujo povo vive em completa paz”, disse o comunicado.

O texto acrescentou que a Constituinte e as próximas eleições estaduais demonstraram a saúde da democracia local.

Líderes da fragmentada coalizão oposicionista boicotaram a eleição da Constituinte em 30 de julho, classificando-a como uma afronta à democracia.

Eles pedem uma eleição presidencial antecipada que Maduro provavelmente perderia, já que sua popularidade despencou juntamente com a economia, assolada por uma inflação de três dígitos e pela escassez de alimentos.

Macron serviu no governo socialista do ex-presidente francês François Hollande, mas o ex-banqueiro de investimentos prometeu reformular o sistema no qual surgiu.

Por Andrew Cawthorne em Caracas e Sudip Kar-Gupta em Paris

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