19 de Setembro de 2017 / às 12:47 / em 3 meses

Mais de 40 milhões de pessoas viviam sob escravidão em 2016, aponta nova estimativa

NOVA YORK (Thomson Reuters Foundation) - Mais de 40 milhões de pessoas viviam sob escravidão e submetidas a trabalhos e casamentos forçados no ano passado, de acordo com a primeira iniciativa conjunta de importantes grupos de combate à escravidão para estimar o número de vítimas no mundo todo.

Pesquisa conjunta indicou que mais de 40 milhões de pessoas viviam sob escravidão em 2016 REUTERS/Shannon Stapleton

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), o grupo de direitos humanos Walk Free Foundation e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) disseram que 40,3 milhões de pessoas eram vítimas da escravidão moderna em 2016, mas disseram se tratar de uma estimativa conservadora.

As entidades estimaram que 24,9 milhões de pessoas foram aprisionadas para trabalhar em fábricas, canteiros de obras, fazendas e barcos pesqueiros, além de serviços domésticos e sexuais, e outras 14,5 milhões se casaram contra a vontade.

Quase três de cada quatro vítimas eram mulheres e meninas, e uma de quatro era criança. A escravidão moderna é mais presente na África, seguida pela Ásia e pelo Pacífico, informou o relatório.

“Trabalhadores forçados produziram parte do alimento que comemos e das roupas que vestimos, e limparam os edifícios nos quais muitos de nós moram ou trabalham”, disseram os grupos em um relatório divulgado nesta terça-feira, enfatizando que o crime está presente em todas as nações.

As descobertas marcam a primeira vez em que os grupos colaboraram em uma estimativa internacional, e levaram a clamores por direitos trabalhistas mais fortes, uma governança melhor dos imigrantes, ações para lidar com as causas centrais da escravidão por dívidas e uma identificação melhor das vítimas.

“Dado que uma grande porção da escravidão moderna pode ser rastreada na imigração, uma governança melhor da migração é de vital importância para evitar o trabalho forçado e proteger as vítimas”, afirmaram.

Anteriormente os grupos usaram dados, definições e metodologias diferentes, explicou Houtan Homayounpour, especialista em trabalho forçado da OIT.   

“Durante muitos anos houve muitos números diferentes por aí. Agora finalmente todos se juntaram e trabalharam para desenvolver uma estimativa global que se torna uma referência”, disse Homayounpour à Thomson Reuters Foundation.

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