22 de Setembro de 2017 / às 18:25 / em 3 meses

Desabrigados por terremoto no México se reúnem em vilarejo improvisado; mortos chegam a 286

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Moradores desesperados que ficaram desabrigados após o terremoto mais mortífero a atingir o México em uma geração se reuniram em um vilarejo de barracas no sul da capital nesta sexta-feira, quando o número de mortos subiu para 286 e os agentes de resgate começaram a demonstrar sinais de exaustão três dias após o tremor.

Pessoas aguardam notícias sobre parentes após terremoto na Cidade do México 22/9/2017 REUTERS/Henry Romero

O terremoto de magnitude 7,1 de terça-feira derrubou 52 edifícios na ampla Cidade do México, desencadeando uma busca frenética por sobreviventes e levando os partidos políticos a superarem uns aos outros com promessas de doações aos esforços de resgate, de olho na eleição do ano que vem.

A extensão dos danos do sismo se tornou aparente na cidade de 20 milhões de habitantes. Muitas pessoas cujas moradias se tornaram inabitáveis buscavam locais para chamar de lar, aumentando o risco de uma escassez de habitações nas próximas semanas.

Apesar das esperanças minguantes de encontrar sobreviventes, o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, insistiu que as operações de resgate continuarão.

A mídia local noticiou que autoridades militares retiraram duas pessoas dos destroços de uma fábrica têxtil no bairro central de Colonia Obrera, na capital, no final da quinta-feira, mas não ficou claro de imediato se elas sobreviveram.

No complexo de Girasoles, localizado no sul da cidade, autoridades isolaram grandes áreas da propriedade depois que dois de seus cerca de 30 prédios de apartamentos desabaram. Um cartaz manuscrito fixado na rua listava 14 pessoas supostamente mortas no local.

Residentes angustiados, que tiveram períodos de 20 minutos para recolher pertences de seus apartamentos, temiam que suas casas fossem transformadas em ruínas depois que inspetores determinassem quais edifícios são seguros e quais podem ter que ser demolidos por representarem um risco à segurança pública.

“O prédio está muito, muito danificado. Ele se mexe. Tudo se mexe”, disse Vladimir Estrada, programador musical de rádio de 39 anos, ao voltar de uma visita apressada a seu apartamento no quinto andar com sacolas plásticas cheias de objetos pessoais.

O terremoto intenso de terça-feira ocorreu no aniversário do tremor fatal de 1985 que matou cerca de 5 mil pessoas na Cidade do México, assustando muitos moradores.

No final da quinta-feira a Marinha mexicana se desculpou por ter transmitido informações incorretas sobre a história de uma menina supostamente soterrada sob uma escola da capital que acabou se revelando fictícia.

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