29 de Setembro de 2017 / às 13:10 / em 3 meses

Merkel e Macron prometem levar UE adiante após Brexit

TALLINN (Reuters) - O presidente da França, Emmanuel Macron, recebeu o apoio da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, a seus planos para reformar a União Europeia após a saída do Reino Unido do bloco, com base no que a líder alemã classificou como uma cooperação “intensa” entre Paris e Berlim.

Presidente da França, Emmanuel Macron, e chanceler da Alemanha, Angela Merkel, durante coletiva de imprensa no Palácio do Eliseu, em Paris 28/08/2017 REUTERS/Charles Platiau

Mas, durante um jantar de líderes da UE na Estônia que antecedeu uma cúpula formal que começa nesta sexta-feira, alguns líderes pareceram desconfiados das ideias ambiciosas do novo presidente francês, delineadas em um discurso feito na Universidade de Sorbonne na terça-feira, para aprofundar a integração do bloco.

Merkel, reeleita para um quarto mandato no domingo, mas enfraquecida pela ascensão de uma oposição eurocética, conversou com Macron durante meia hora antes do jantar e, de acordo com um assessor francês, acolheu seu discurso, que considerou “visionário”, e a volta da cofundadora França como força propulsora do projeto da UE.

Mas ela também ressaltou diferenças. Alguns de seus parceiros de coalizão em potencial, além de governos do norte europeu com o holandês e o finlandês, estão muito reticentes com suas sugestões para congregar os orçamentos com Estados do sul menos austeros.

“No que diz respeito às propostas, houve um nível alto de concordância entre Alemanha e França. Ainda precisamos debater os detalhes, mas tenho a firme convicção de que a Europa não pode simplesmente ficar parada, mas que deve continuar a se desenvolver”, disse Merkel.

Autoridades francesas disseram que Macron, que contaram ter voltado a conversar com Merkel longamente após o jantar de fim de noite, não está tentando impor suas ideias, mas mostrar a outros que elas são de interesse comum, e reconheceram que alguns precisam de tempo para refletir.

“A ideia não é forçar as pessoas a darem uma resposta binária. A França não pode forçar as coisas”, disse uma delas, acrescentando que Paris espera que os líderes consigam acertar uma maneira de trabalhar nas propostas nas próximas semanas, antes de uma cúpula de outubro em Bruxelas.

“O jantar”, disse um assessor de Macron, “foi uma chance de compartilhar mais o projeto Sorbonne... as coisas estão caminhando”.

Mas na prática o líder francês enfrenta o ceticismo de líderes receosos de sua defesa de “horizontes” ambiciosos para o continente. O presidente pragmático da Lituânia, Dalia Grybauskaite, tuitou durante o jantar: “Horizontes europeus traçados. Importante evitar miragens no deserto pelo caminho”.

Reportagem adicional de Julia Fioretti, David Mardiste e Andreas Rinke, em Tallinn; Elizabeth Piper, em Tapa, Estônia; Thomas Escritt, em Berlim; e Alastair Macdonald, em Bruxelas

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