April 5, 2018 / 9:43 PM / 7 months ago

Cidade de Nova York promete ouvir muçulmanos ao elaborar novas diretrizes de vigilância

Policiais do Departamento de Polícia de Nova York na Times Square, em Manhattan, Nova York 31/12/2017 REUTERS/Amr Alfiky

NOVA YORK (Reuters) - A cidade de Nova York prometeu escutar sugestões de grupos muçulmanos quando for esboçar novas regras para investigação de atividades políticas, parte de um acordo sobre vigilância policial conduzido após o ataque ao World Trade Center, em 2001.

O acordo, anunciado nesta quinta-feira por ambos os lados após dois anos de conversas, também exige que a polícia de Nova York, a NYPD, envie autoridades de patentes altas para encontro com membros de grupos muçulmanos sediados em Nova Jersey que apresentaram o processo contra a cidade.

Como parte do acordo de 11 páginas, a NYPD prometeu que não irá realizar investigações motivadas por raça, religião ou etnia, de acordo com normas vigentes.

    “A resolução deste caso afirma e realça o compromisso da NYPD em realizar investigações eficazes para impedir crime e terrorismo”, disse o comissário da polícia James O’Neill em comunicado.

Os grupos muçulmanos apresentaram processo no tribunal distrital norte-americano de Newark, Nova Jersey, há quase seis anos, exigindo que a polícia da cidade interrompesse a vigilância de mesquitas, empresas e campus universitários como parte de sua operação antiterrorismo.

      A NYPD, que admitiu não ter cometido atos irregulares sob o acordo, havia seguido um programa agressivo de vigilância após os ataques de 11 de setembro de 2001, que implementou policiais disfarçados em vizinhanças muçulmanas, organizações e mesquitas. O prefeito Bill de Blasio acabou com o programa pouco após assumir o cargo, em 2014.

O acordo ainda não foi aprovado pelo juiz do tribunal distrital dos EUA William Martini, que presidiu o caso, segundo as partes. Mas advogados para os demandantes disseram esperar que o juiz assine.

Segundo o acordo, a cidade também pagará 75 mil dólares por danos e 950 mil dólares em custos judiciais.

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