May 25, 2018 / 3:05 PM / 4 months ago

Premiê espanhol Rajoy pode enfrentar moção de desconfiança devido a caso de corrupção

MADRI (Reuters) - O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, foi ameaçado com uma moção de desconfiança e exigências de uma eleição antecipada nesta sexta-feira, como resultado de um julgamento de corrupção envolvendo membros de seu partido no qual um juiz pôs em dúvida seu depoimento.

Primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, durante coletiva de imprensa em Sófia, na Bulgária 15/05/2018 REUTERS/Stoyan Nenov

Rajoy disse que enfrentará a moção de desconfiança e concluirá seu mandato de quatro anos, descartando antecipar a eleição.

“Isto vai contra a estabilidade política que nosso país precisa e vai contra a recuperação econômica. É ruim para a Espanha”, disse ele em coletiva de imprensa.

A oposição Socialistas apresentou a moção de desconfiança ao Parlamento, e o partido Ciudadanos, ex-aliado do premiê, lhe deu um ultimato: convoque uma eleição ou enfrente uma segunda moção de desconfiança da sigla.

Não ficou claro se os dois partidos unirão forças para derrubar o governo de minoria do conservador Rajoy. Para que isso dê certo, ambos teriam que se acertar a respeito de um candidato conjunto para substituí-lo e de questões como a convocação da eleição antecipada. Eles também precisariam do apoio da sigla de esquerda Podemos.

Os custos dos empréstimos espanhóis aumentaram e as ações despencaram. O rendimento dos títulos de 10 anos do governo subiu oito pontos base, chegando a 1,47 por cento, e deve ter seu maior aumento diário em mais de três meses.

Rajoy já vinha sendo atacado pela maneira como vem tratando a crise separatista da Catalunha, e muitos eleitores estão se distanciando do Partido Popular (PP) e rumando para o Ciudadanos de centro-direita.

Vinte e nove pessoas ligadas ao PP, incluindo um ex-tesoureiro e outros membros do alto escalão, foram condenadas na quinta-feira devido a acusações como falsificação de contas, tráfico de influência e crimes fiscais. Elas foram sentenciadas a um total de 351 anos de prisão.

Por Julien Toyer

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