May 25, 2018 / 10:51 PM / in 6 months

Eleitores irlandeses devem abrandar leis de aborto por maioria, segundo boca de urna

Mulher observa mural de Savita Halappanavar, imigrante indiana que morreu em 2012 em decorrência de aborto espontâneo séptico, com flores colocadas abaixo dele no dia do referendo do aborto em Dublin, na Irlanda 25/05/2018 REUTERS/Clodagh Kilcoyne

DUBLIN (Reuters) - A população da Irlanda deve abrandar por maioria dos votos algumas das leis mais restritivas de aborto, indicou nesta sexta-feira uma pesquisa boca de urna, à medida que eleitores exigem mudanças no país que há duas décadas era um dos mais socialmente conservadores da Europa.

A pesquisa boca de urna do Irish Times/Ipsos MRBI sugeriu que eleitores no país de passado profundamente católico tinham apoiado um referendo por margem de 69 por cento a 31 por cento.

“Não é o resultado oficial, mas parece bom”, disse a ministra da Cultura irlandesa, Josepha Madigan, coordenadora da campanha “Yes” do partido governante do primeiro-ministro Leo Varadkar.

O comparecimento pode ser um dos mais altos para um referendo, relatou a emissora nacional RTE, possivelmente superando os 61 por cento que apoiaram casamento homossexual por uma grande margem em 2015, à medida que eleitores formaram filas do lado de fora de locais de voto durante o dia ensolarado.

O primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar, que é a favor de mudança e chamou o referendo de uma chance única, disse mais cedo nesta sexta-feira que está “tranquilamente confiante” de que o alto comparecimento é um bom sinal.

A apuração dos votos começa às 5h de sábado, com o primeiro indício de resultados esperado para o meio da manhã.

Eleitores foram perguntados se desejam desfazer uma emenda de 1983 à Constituição que dá a um nascituro e sua mãe direitos iguais à vida. A proibição consequente do aborto foi parcialmente suspensa em 2013 para casos em que a vida da mãe corre perigo.

A Irlanda legalizou o divórcio por uma pequena maioria somente em 1995, mas se tornou o primeiro país a adotar casamento homossexual por voto popular em um referendo de 2015.

Mas nenhuma questão social tem dividido a população de 4,8 milhões de pessoas tanto quanto o aborto, que foi colocado na agenda política após a morte em 2012 de uma imigrante indiana de 31 anos em decorrência de um aborto espontâneo séptico após ela ter uma terminação negada.

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