May 29, 2018 / 12:34 PM / 6 months ago

Militantes de Gaza disparam morteiros contra Israel, que reage com ataques aéreos

FRONTEIRA GAZA-ISRAEL (Reuters) - Militantes palestinos lançaram nesta terça-feira seu ataque mais pesado com morteiros contra Israel desde uma guerra em Gaza em 2014, e aeronaves israelenses reagiram alvejando campos da Jihad Islâmica no enclave.

Fumaça é vista em Gaza após ataque áereo de Israel 29/05/2018 REUTERS/Suhaib Salem

Não surgiram relatos imediatos de baixas de nenhum lado depois que mais de 25 projéteis foram disparados da Faixa de Gaza e os aviões atacaram três das instalações do grupo armado apoiado pelo Irã.

Os militares israelenses disseram que quase todos os projéteis lançados de Gaza foram abatidos por seu sistema de interceptação de foguetes Domo de Ferro, mas que um explodiu no quintal de uma escola infantil, danificando paredes, cerca de uma hora antes do horário de abertura do local.

Nenhum dos grupos armados de Gaza, que é controlada pelo movimento militante islâmico Hamas, assumiu a responsabilidade pelo ataque, que ocorreu depois de a Jihad Islâmica prometer se vingar por três de seus membros mortos por disparos de tanques de Israel.

A violência cresceu na fronteira com Gaza ao longo das últimas semanas, durante as quais 116 palestinos foram mortos por disparos israelenses em manifestações em massa pedindo o direito de retorno a terras ancestrais hoje em Israel.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que os militares retaliarão com força ao ataque com morteiros, apontando o dedo para o Hamas e a Jihad Islâmica, que elogiou o ataque por vê-lo como uma resposta às mortes de palestinos causadas pelo Estado judeu.

Os ataques aéreos vieram depois de ele discursar em um evento público. Moradores de Gaza identificaram os alvos como campos de treinamento da Jihad Islâmica. O Exército israelense disse estar “realizando atividades na Faixa de Gaza”, sem dar detalhes.

Nickolay Mladenov, coordenador especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o processo de paz no Oriente Médio, disse estar profundamente preocupado com “o disparo indiscriminado de foguetes dos militantes palestinos de Gaza contra comunidades do sul de Israel”.

Pedindo moderação das duas partes, ele relatou que ao menos um dos morteiros “atingiu as imediações de um jardim de infância e poderia ter matado ou ferido crianças”.

Em meio à condenação internacional de seu uso de força letal nos protestos em massa, Israel afirmou que muitos dos mortos eram militantes e que o Exército está repelindo ataques contra a cerca da fronteira. Já os palestinos e seus apoiadores sustentam que a maioria dos manifestantes eram civis desarmados.

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