August 19, 2018 / 6:18 PM / a month ago

Foco muda para resgates com diminuição de chuva em Kerala, na Índia, área atingida por enchentes e deslizamentos

KOCHI, Índia (Reuters) - Chuvas torrenciais finalmente cessaram neste domingo no Estado indiano de Kerala, atingido por enchentes, dando algum alívio para milhares de famílias, mas autoridades temem um surto de doenças entre cerca de 725 mil pessoas amontoadas em acampamentos de socorro.

Chuvas incessantes desde 8 de agosto causaram as piores enchentes em um século no Estado do sudoeste do país e cerca de 200 pessoas morreram em alagamentos e deslizamentos.

O Departamento Meteorológico da Índia previa chuvas fortes em somente uma ou duas partes de Kerala neste domingo e retirou um alerta vermelho em diversos distritos.

Usando barcos e helicópteros, as forças militares da Índia lideraram esforços de resgate para alcançar pessoas em comunidades isoladas há dias, com muitas delas presas em telhados e andares superiores e desesperadas por comida e água potável.

Um fotógrafo da Reuters em um helicóptero militar disse que níveis de água haviam diminuído em vilarejos em torno da cidade de Kochi.

    Equipes de resgate estavam focadas na cidade de Chengannur, às margens do rio Pamba, onde acredita-se que cerca de 5 mil pessoas estão presas, disseram autoridades.

O ministro-chefe de Kerala, Pinarayi Vijayan, disse que o número total de pessoas se refugiando nos 5.645 campos de socorro havia aumentado para 725 mil. Treze mortes foram relatadas neste domingo, acrescentou, levando o número total de mortes confirmadas para quase 200.

Anil Vasudevan, que lida com gerenciamento de desastres no Departamento de Saúde de Kerala, disse que autoridades haviam isolado três pessoas com catapora em um dos campos de socorro na cidade de Aluva, a 250 quilômetros da capital do Estado, Thiruvananthapuram. Ele disse que o departamento está se preparando para lidar com um possível surto de doenças transmitidas por água e ar nos acampamentos.

Kerala, que normalmente possui alta pluviosidade, teve mais de 250 por cento a mais de chuva que o normal entre 8 de agosto e 15 de agosto. Autoridades estaduais tiveram que liberar água de 35 represas perigosamente cheias, criando uma onda no rio principal.

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