August 20, 2018 / 7:50 PM / a month ago

Ex-autoridades dos EUA manifestam repúdio a cancelamento de autorização de ex-diretor da CIA

(Reuters) - Mais de 175 ex-autoridades do Departamento de Estado dos Estados Unidos e do Pentágono acrescentaram seus nomes a um comunicado assinado por ex-autoridades do conselho de segurança nacional criticando a decisão do presidente Donald Trump de cancelar a autorização de segurança de John Brennan, ex-diretor da Agência Central de Inteligência.

Ex-diretor da CIA John Brennan chega para audiência no Senado dos EUA 16/05/2018 REUTERS/Leah Millis

Os novos signatários do comunicado, emitido na semana passada por 15 ex-diretores e vice-diretores da CIA e do Escritório do Diretor de Segurança Nacional, incluem ex-indicados políticos e servidores públicos de carreira que trabalharam para presidentes democratas e republicanos.

Entre os indivíduos mais proeminentes a assinarem a nova versão do documento divulgado nesta segunda-feira por autoridades de alto escalão dos governos George W. Bush e Barack Obama estão o ex-comandante para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), almirante James Stavridis, os ex-vice-secretários de Estado Anthony Blinken e William Burns e os ex-subsecretários de Estado Nicholas Burns, Wendy Sherman e Thomas Pickering.

Embora possam não concordar com todos os ataques públicos de Brennan a Trump, diz o comunicado, eles acreditam que “o país ficará enfraquecido se houver a aplicação de um teste de contraste político” antes de ex-autoridades poderem expressar suas opiniões.

Na semana passada Trump disse que estava cogitando anular as autorizações de outros ex-funcionários graduados, assim como de Bruce Ohr, autoridade da divisão criminal do Departamento de Justiça.

Brennan, que caracterizou os comentários de Trump em uma cúpula recente com o presidente russo, Vladimir Putin, como “traições”, disse que pode processar a atual gestão por causa da revogação de sua autorização.

Os deputados Elijah Cummings e Stephen Lynch, democratas destacados do Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara, questionaram a autorização de segurança de John Bolton, conselheiro de segurança nacional de Trump, em uma carta enviada ao chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, nesta segunda-feira.

Cummings e Lynch pediram a Kelly que entregue documentos que esclareçam se Bolton, em formulários de autorização de segurança ou “outros materiais de avaliação da Casa Branca”, relatou que em 2013 participou por vídeo de uma discussão de mesa redonda sobre os direitos de posse de armas organizada por Maria Butina.

Maria foi presa em julho e acusada de agir em nome do governo da Rússia enquanto desenvolvia laços com cidadãos norte-americanos e se infiltrava em grupos políticos.

Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765 REUTERS TR

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below