August 23, 2018 / 6:22 PM / 3 months ago

Sessions rebate Trump e diz que Departamento de Justiça não será influenciado

WASHINGTON (Reuters) - O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Jeff Sessions, rebateu o presidente Donald Trump nesta quinta-feira depois que Trump fez uma crítica contundente da administração dele no Departamento de Justiça em uma entrevista, afirmando que Sessions não assumiu o controle da agência.

Secretário de Justiça dos Estados Unidos, Jeff Sessions 28/08/2018 REUTERS/Jonathan Ernst

“Assumi o controle do Departamento de Justiça no dia em que fui empossado”, disse Sessions em um comunicado. “Enquanto eu for secretário de Justiça, as ações do Departamento de Justiça não serão influenciadas indevidamente por considerações políticas.”

Trump intensificou suas críticas ao Departamento de Justiça em uma entrevista concedida ao canal Fox News no momento em que a Casa Branca luta para reagir à condenação do ex-gerente de campanha Paul Manafort por várias acusações de fraude e ao acordo de confissão firmado pelo ex-advogado pessoal de Trump, Michael Cohen.

O presidente repetiu uma série de críticas ao departamento e ao FBI, atacando ambos sem mostrar provas de que o trataram, e aos seus apoiadores, injustamente.

Trump culpou Sessions pelo que chamou de corrupção na principal agência de cumprimento da lei dos EUA, dizendo: “Eu pus um secretário de Justiça que nunca assumiu o controle de Departamento de Justiça”.

Mas o presidente disse que não interferirá em assuntos do departamento.

“Continuarei sem me envolver, e talvez esta seja a melhor coisa a fazer”, disse na entrevista ao programa “Fox & Friends”.

Sessions, senador e apoiador de Trump de longa data, provocou a ira do presidente ao se desvincular de questões

relativas à campanha presidencial de 2016 em março de 2017.

Isso o afastou da supervisão do inquérito de um procurador especial sobre o papel da Rússia na eleição e um possível conluio da campanha de Trump com Moscou para influenciar a votação.

Agências de inteligência dos EUA concluíram que a Rússia invadiu e vazou emails dos democratas durante a campanha como parte de um esforço para influenciar a votação a favor de Trump. O Kremlin negou as alegações e Trump negou qualquer conluio.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below