August 26, 2018 / 6:29 PM / a month ago

Corte de Myanmar anunciará veredictos em caso de jornalistas da Reuters preso no país

YANGON (Reuters) - A Corte de Myanmar prevê anunciar na segunda-feira os veredictos do caso em que dois jornalistas da Reuters são acusados de obter documentos secretos do governo.

Wa Lone, 32, and Kyaw Soe Oo, 28, são acusados de violar o Ato de Segredos Oficiais, o que pode levar a uma sentença máxima de 14 anos na prisão.

A corte de Yangon vem fazendo audiências desde janeiro deste ano. Os repórteres e um policial testemunharam para os promotores que eles foram vítimas de armadilha montada pela política para impedí-los ou puní-los por fazer reportagens sobre assassinatos em massa dos muçulmanos Rohingya.

Os veredictos serão anunciados em meio a uma crescente pressão sobre a líder de Myanmar Aung San Suu Kyi e seu governo sobre a repressão do exército sobre os Rohingya que iniciou em agosto do ano passado.

Cerca de 700.000 Rohingya fugiram do estado de Rakhine desde então para o pais vizinho de Bangladesh, segundo as Nações Unidas. Soldados são acusados de assassinatos em massa, estupros e incêndios propositais, em uma campanha que a ONU chamou de um “exemplo perfeito de uma limpeza étnica”.

Myanmar nega a maior parte das acusações, mas admitiu a morte de 10 homens e meninos Rohingya por tropas e civis budistas na vila de Inn Din que os dois repórteres da Reuters vinham investigando quando foram presos.

Em oito meses de audiências, Wa Lone e Kyaw Soe Oo testemunharam que dois policiais que eles não conheciam entregaram a eles papéis enrolados em um jornal durante um encontro em um restaurante de Yangon no dia 12 de dezembro. Logo depois, disseram, eles foram colocados em um carro por policiais à paisana.

Em abril, o capitão de polícia Moe Yan Naing testemunhou que um oficial sênior ordenou a seus subordinados que entregassem documentos secretos a Wa Lone para como uma armadilha para o repórter.

Outras testemunhas policiais disseram no julgamento que os repórteres foram parados em uma fiscalização de rotina, que não sabiam se tratar de jornalistas e os encontraram com documentos secretos entregues por uma fonte desconhecida.

O veredicto será apresentado no mesmo dia em que uma missão da ONU irá apresentar seu relatório sobre a crise Rohingya. Na terça, a o Conselho de Segurança da ONU terá uma reunião sobre Myanmar.

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