August 28, 2018 / 12:23 PM / 22 days ago

Ministro do Meio Ambiente francês renuncia, em novo golpe para Macron

PARIS (Reuters) - O ministro do Meio Ambiente francês, Nicolas Hulot, renunciou nesta terça-feira expressando frustração com o progresso lento das metas climáticas e da política de energia nuclear, em um duro golpe nas credenciais ecológicas já manchadas do presidente Emmanuel Macron.

Nicolas Hulot, que renunciou ao cargo de ministro do Meio Ambiente da França nesta terça-feira 08/01/2018 REUTERS/Stephane Mahe

Hulot, ex-apresentador de televisão e ativista ambiental geralmente muito bem avaliado em pesquisas de opinião, anunciou sua saída do cargo durante uma entrevista ao vivo a uma rádio devido ao que ele classificou como um “acúmulo de decepções”.

“Não quero mais mentir para mim mesmo, ou criar a ilusão de que estamos enfrentando estes desafios”, disse Hulot à France Inter. “Decidi, portanto, deixar o governo”.

Hulot foi um dos primeiros escolhidos de Macron para seu gabinete após a vitória folgada na eleição em maio de 2017, sendo encarregado de comandar os esforços da França no combate ao aquecimento global capitalizando um acordo climático histórico assinado em Paris em dezembro de 2015.

Mas o presidente atenuou uma série de promessas de campanha sobre o meio ambiente, incluindo o compromisso de reduzir a parcela de energia nuclear na eletricidade francesa para 50 por cento até 2025 e fomentar a energia renovável.

Estas mudanças de diretriz foram uma fonte de frustração contínua para Hulot. Depois de uma lua de mel pós-eleitoral, elas foram acompanhadas de uma queda acentuada nos índices de aprovação de Macron, que caíram ainda mais depois que seu guarda-costas foi filmado agredindo manifestantes no mês passado.

O porta-voz do governo, Benjamin Griveaux, expressou surpresa com a partida de Hulot, que Paris “lamentou”.

“Não entendo por que ele está saindo se tivemos tantos sucessos no primeiro ano que são mérito dele”, disse Griveaux à BFM Television. “Ele não venceu todas as batalhas, mas é assim com todos os ministros”.

Griveaux acrescentou: “É um golpe do qual nos recuperaremos”.

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