September 28, 2018 / 7:31 PM / 18 days ago

Fluxo de imigrantes venezuelanos custa 0,5% do PIB da Colômbia, diz presidente

BOGOTÁ (Reuters) - O fluxo de imigrantes em fuga das dificuldades econômicas da Venezuela custa à Colômbia aproximadamente 0,5 por cento de seu Produto Interno Bruto (PIB) por ano, disse o presidente colombiano, Iván Duque, nesta sexta-feira, o equivalente a cerca de 1,5 bilhão de dólares.

Presidente da Colômbia, Iván Duque, durante discurso na Assembleia-Geral da ONU 26/09/2018 REUTERS/Carlo Allegri

Os venezuelanos vêm se espalhando por países da região para escapar da escassez de alimentos e remédios e de uma crise econômica profunda. A Colômbia, que compartilha uma fronteira porosa com a nação de governo socialista no leste de seu território, vem acolhendo a maior parte deste fluxo.

Quase um milhão de imigrantes venezuelanos estão vivendo na Colômbia, disse Duque depois de uma reunião com Jorge Familiar, vice-presidente do Banco Mundial.

“O impacto fiscal que a crise imigratória tem pode ser de cerca de 0,5 por cento do PIB, obviamente queremos ver como isso se reflete na saúde, na educação, na infraestrutura, em muitos recursos públicos”, disse Duque.

O Banco Mundial divulgará um relatório sobre o impacto fiscal e social da crise na Colômbia nas próximas semanas, disse Familiar.

“Esta é uma questão regional e exige uma resposta regional”, disse Familiar. “Criamos o relatório que será apresentado juntamente com algumas agências das Nações Unidas, aquelas que lidam com questões de migração e refugiados”.

Desde 2015 mais de 1,6 milhão de venezuelanos deixaram seu país, e 90 por cento foram para países sul-americanos vizinhos, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

As nações afetadas vêm pedindo mais ajuda reiteradamente para lidarem com as necessidades dos imigrantes.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e outras autoridades de alto escalão do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) refutaram tais cifras de imigração, que disseram derivar de um alarmismo de motivação política e “notícias falsas” concebidas para justificar uma intervenção externa nos assuntos do país.

Por Nelson Bocanegra

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