October 1, 2018 / 8:18 PM / 19 days ago

Chefe da Defesa dos EUA não vê piora em relação com China apesar de tensões

PARIS (Reuters) - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Jim Mattis, disse que não vê uma piora nas relações entre seu país e a China nesta segunda-feira, um dia depois de sua viagem ao país asiático ser cancelada e as tensões começarem a afetar os laços militares.

Mattis participa de cerimônia em Washington 30/7/2018 REUTERS/Brian Snyder

Os EUA e a China estão envolvidos em uma guerra comercial desencadeada pelas acusações do presidente norte-americano, Donald Trump, de que há tempos Pequim vem tentando roubar propriedades intelectuais de seu país, limitar o acesso aos mercados chineses e subsidiar estatais injustamente.

No domingo a Reuters noticiou que a China cancelou uma reunião de segurança com Mattis planejada para outubro. Uma autoridade dos EUA, que falou anonimamente, disse que o secretário não está mais indo para a China.

“Há pontos de tensão no relacionamento, mas baseados nos debates que tivemos ao sair de Nova York na semana passada e outras coisas que estamos preparando não o vemos piorando”, disse Mattis a um grupo pequeno de repórteres que viajava com ele a Paris.

“Só teremos que aprender como administrar este relacionamento... resolveremos isso”, acrescentou.

    Mattis disse que conversará diretamente com seu equivalente chinês “quando for a hora certa”.

    O atrito entre as duas maiores economias do mundo vai além do comércio, já que Trump acusa Pequim de interferir nas eleições parlamentares.

    Também no domingo um destróier dos EUA navegou perto de ilhas do Mar do Sul da China reivindicadas pelos chineses. Poucos dias antes os militares dos EUA enviaram bombardeiros B-52 para sobrevoos nas imediações dessa rota marítima.

Embora tais operações sejam comuns, provocaram reações raivosas da China no passado. As reivindicações de Pequim sobre o Mar do Sul da China, através do qual cerca de 5 trilhões de dólares de mercadorias circulam a cada ano, são contestadas por Brunei, Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietnã.

Recentemente a China rejeitou o pedido de um navio de guerra dos EUA para visitar Hong Kong e adiou outras conversas militares para protestar contra a decisão norte-americana de impor sanções a uma agência militar chinesa e seu diretor.

A China tem se mostrado particularmente irritada com acenos recentes de Washington a Taiwan. Na semana passada os EUA aprovaram a venda de peças de reposição de caças F-16 e outras aeronaves militares no valor de 330 milhões de dólares para o território, que os chineses consideram uma província rebelde.

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