October 21, 2018 / 5:49 PM / 2 months ago

Sauditas não sabem como Khashoggi foi assassinado, diz ministro de Relações Exteriores

WASHINGTON (Reuters) - As autoridades da Arábia Saudita não sabem detalhes de como o jornalista dissidente Jamal Khashoggi foi morto no consulado do país em Istambul ou onde o corpo está, disse o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir, no domingo.

Ele disse em entrevista à Fox News que Khashoggi foi abordado por “equipe de segurança saudita” quando entrou no consulado e a versão da equipe sobre o que aconteceu depois disso foi diferente da de autoridades turcas, o que levou os sauditas a investigar.

“Ele foi morto no consulado. Não sabemos em detalhes como. Não sabemos onde está o corpo”, disse Jubeir. “Estamos determinados a descobrir tudo. Estamos determinados a punir aqueles que são responsáveis por este assassinato.”

Jubeir foi a primeira autoridade saudita a falar sobre o caso desde que os sauditas admitiram no sábado que Khashoggi foi morto.

Os sauditas expuseram diferentes versões das circunstâncias que levaram à morte de Khashoggi, que era colunista do Washington Post e crítico do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman. Khashoggi não foi mais visto depois de entrar no consulado em 2 de outubro. O príncipe herdeiro negou qualquer envolvimento.

Jubeir chamou o assassinato de Khashoggi de um erro terrível e ofereceu condolências à sua família. O jornalista tem parentes que ainda vivem na Arábia Saudita e três crianças que possuem cidadania norte-americana. Ele negou que o príncipe herdeiro saudita tomou conhecimento do caso.

“Este é um erro terrível. Uma tragédia terrível. Nossas condolências vão para eles. Sentimos sua dor”, disse Jubeir na entrevista. “Infelizmente, um grande e grave erro foi cometido e garanto-lhes que os responsáveis serão responsabilizados por isso.”

O presidente turco, Tayyip Erdogan, que em grande parte tem se mantido silencioso sobre o caso mesmo com a imprensa turca publicando graves alegações de que o jornalista foi torturado e esquartejado no consulado, afirmou que vai revelar “detalhes necessários” sobre o caso na terça-feira.

Por Doina Chiacu e Patrick Rucker

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