November 1, 2018 / 6:50 PM / 5 months ago

EUA anunciam sanções a exportações de ouro da Venezuela

Por Steve Holland e Roberta Rampton

Bolton concede entrevista 26/10/2018 REUTERS/David Mdzinarishvili

WASHINGTON (Reuters) - Washington aumentou a pressão contra o presidente de esquerda da Venezuela, Nicolás Maduro, nesta quinta-feira, com novas medidas que visam interromper as exportações de ouro do país sul-americano, disse o conselheiro de Segurança Nacional norte-americano, John Bolton.

Bolton prometeu uma postura rígida do governo do presidente Donald Trump com “ditadores e déspotas perto de nossas praias” e citou Venezuela, Cuba e Nicarágua durante um discurso que fez em Miami, que abriga uma grande quantidade de imigrantes cubanos e venezuelanos.

    Ele discursou dias antes das eleições da semana que vem, que no caso da Flórida envolvem disputas acirradas por um assento no Senado e pelo governo estadual. Seus comentários devem ser bem recebidos pelos cubano-norte-americanos e outros hispânicos do Estado que defendem uma pressão maior dos Estados Unidos contra o governo comunista de Cuba e outros governos de esquerda da América Latina.

    Nos comentários que preparou para seu discurso, Bolton disse que Trump assinou um decreto proibindo cidadãos dos EUA de negociarem com entidades e indivíduos envolvidos nas vendas “corruptas ou enganosas” de ouro da Venezuela.

    “Muitos de vocês na plateia hoje sofreram em pessoa horrores indizíveis nas mãos dos regimes de Cuba, Venezuela e Nicarágua para sobreviverem, reagirem, conquistarem e superarem”, disse Bolton.

“A troica da tirania neste hemisfério – Cuba, Venezuela e Nicarágua – finalmente encontrou alguém à altura”.

    Bolton falou na Torre da Liberdade – um edifício onde refugiados cubanos foram acolhidos nos anos 1960 na esteira da revolução de Fidel Castro – um dia depois de Trump fazer campanha para candidatos republicanos envolvidos em corridas disputadas para o Senado e o governo estadual na Flórida.

    A Flórida é tradicionalmente um Estado pêndulo, e o ex-presidente Barack Obama deve ir a Miami na sexta-feira para estimular os democratas.

    Se Obama tentou superar décadas de hostilidade entre Washington e Havana, Trump adotou uma atitude mais dura com Cuba. Ele revogou partes das iniciativas de reaproximação levadas a cabo por seu antecessor em 2014 ao endurecer as regras para os norte-americanos que viajam para a ilha caribenha e restringir a atuação de empresas dos EUA no vizinho.

    Quase dois milhões de venezuelanos fugiram de seu país desde 2015 por causa da escassez de alimentos e remédios, a hiperinflação e os crimes violentos, e milhares rumaram para o sul da Flórida.

    Maduro, que nega limitar as liberdades políticas, diz ser vítima de uma “guerra econômica” comandada por adversários apoiados pelos EUA.

    (Reportagem adicional de Matt Spetalnick, Humeyra Pamuk e Michelle Nichols)

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