November 4, 2018 / 4:09 PM / a month ago

Forças apoiadas pela Arábia Saudita avançam em direção à cidade portuária no Iêmen, ONU alerta para fome

ADEN (Reuters) - Forças do Iêmen apoiadas por uma coalisão liderada pela Arábia Saudita chegaram mais perto da cidade portuária de Hodeidah, no Mar Vermelho, neste domingo, enquanto combatem os Houthi, alinhados ao Irã, disseram fontes militares locais e residentes neste domingo.

A coalizão enviou milhares de soldados para retomar Hodeidah, um ponto de entrada vital para importações e uma corda de salvação para milhões de iemenitas após mais de três anos de guerra.

Os combates estão concentrados em torno do aeroporto, que a coalizão não conseguiu tomar em uma ofensiva anterior, e também na entrada leste da cidade e perto de uma universidade que fica a 4 quilômetros ao sul do porto, responsável pela maior parte das importações do Iêmen.

“Esta é a primeira vez que os confrontos chegaram a esse ponto (a universidade)”, disse uma fonte militar iemenita pró-coalizão.

Moradores disseram que podiam ouvir trocas de tiro na área.

A aliança, que depende de armas e inteligência ocidentais, enfrenta o desafio de tomar a cidade fortemente protegida sem causar pesadas baixas, em um momento de crescente escrutínio global sobre a guerra, que já matou mais de 10 mil pessoas.

Os Estados Unidos e o Reino Unido pediram o fim do conflito, aumentando a pressão sobre a Arábia Saudita, que já enfrenta protestos pelo assassinato do proeminente jornalista saudita Jamal Khashoggi no consulado saudita em Istambul, no dia 2 de outubro.

A enviada especial da agência para refugiados da ONU, Angelina Jolie, disse que a comunidade internacional tem sido “vergonhosamente lenta” e pediu ao Conselho de Segurança da ONU que encontre um fim negociado para a guerra.

“Observamos a situação se deteriorar a tal ponto que o Iêmen está agora à beira da fome provocada pelo homem e enfrentando a pior epidemia de cólera do mundo em décadas”, disse a atriz norte-americana em um comunicado no domingo.

Sua declaração repetiu um alerta da ONU de que metade da população do Iêmen - cerca de 14 milhões de pessoas - poderá em breve estar à beira da fome.

A aliança de estados muçulmanos sunitas liderada pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos interveio no Iêmen em 2015 para expulsar os Houthis e restaurar o governo internacionalmente reconhecido. O conflito é visto como uma guerra entre Riad e Teerã.

Riad e Abu Dhabi afirmam que o controle de Hodeidah seria um duro golpe para os Houthis, que ainda controlam as áreas mais populosas do Iêmen, incluindo a capital Sanaa, cortando sua principal linha de fornecimento e forçando-os à mesa de negociações.

Uma tentativa anterior de tomar a cidade em junho enfrentou dificuldades e foi interrompida antes das consultas de paz conduzidas pela ONU em Genebra, que entraram em colapso em setembro, depois que os Houthis não compareceram.

O enviado especial do Reino Unido, Martin Griffiths, disse na semana passada que espera que as consultas possam recomeçar dentro de um mês. Ele está se preparando para visitar Taiz, a terceira maior cidade do Iêmen e um ponto crítico desde que os Houthis expulsaram o governo de Sanaa em 2014, segundo fontes próximas às negociações da ONU.

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