March 21, 2019 / 11:59 AM / 6 months ago

Nova Zelândia proíbe armas semiautomáticas utilizadas em ataque a mesquitas

CHRISTCHURCH (Reuters) - A Nova Zelândia decidiu banir armas semiautomáticas e fuzis sob uma nova legislação após a morte de 50 pessoas no pior massacre a tiros da história do país, anunciou a primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, nesta quinta-feira.

Loja de armas em Christchurch, na Nova Zelândia 19/03/2019 REUTERS/Jorge Silva

Em resposta imediata ao ataque da última sexta-feira em duas mesquitas na cidade de Christchurch, Ardern definiu o massacre como terrorismo e disse que as leis sobre armas da Nova Zelândia iriam mudar.

“Em 15 de março, nossa história mudou para sempre. Agora, nossa legislação também mudará. Estamos anunciando hoje, em nome de todos os neozelandeses, maior rigor nas nossas leis de armas, o que trará mais segurança ao nosso país”, disse Ardern em uma coletiva de imprensa.

“Todas as armas semiautomáticas usadas durante o ataque terrorista de 15 de março serão banidas”, acrescentou.

Ardern afirmou que espera que a nova legislação entre em vigor até 11 de abril e estabelecerá um programa de recompra de armas em prol do banimento, que pode custar até 138 milhões de dólares ao governo.

Todos as armas semiautomáticas e os fuzis serão banidos, assim como as peças utilizadas para converter armas comuns em semiautomáticas e carregadores de alta capacidade.

Sob leis já existentes, uma licença para armas de Categoria A permite semiautomáticas limitadas a 7 tiros. A transmissão ao vivo de um dos ataques feita pelo atirador mostrou uma dessas armas modificada com um carregador de alta capacidade.

A Austrália baniu armamento semiautomático e lançou uma política de recompra após um massacre em Port Arthur em 1996, no qual 35 pessoas morreram.

Ardern disse que, semelhante à Austrália, a legislação permitiria exceções muito específicas para fazendeiros em controle de pragas e proteção aos animais.

“Eu acredito fortemente que a maioria dos detentores legítimos de armas na Nova Zelândia vai entender que essas medidas são de interesse nacional, sendo receptivos”, afirmou.

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