March 28, 2019 / 11:22 AM / 9 months ago

Militares russos estão em Caracas mas não participarão de operações, diz adido militar

Avião com bandeira russa no aeroporto internacional de Caracas 24/03/2019 REUTERS/Carlos Jasso

MOSCOU (Reuters) - Integrantes das Forças Armadas russas chegaram à Venezuela, mas não vão participar de operações militares, disse o adido militar venezuelano em Moscou, segundo a agência de notícias Interfax, nesta quinta-feira.

Uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, em sequência, afirmou que a Rússia enviou uma equipe de especialistas para a Venezuela, a pedido do governo de Caracas, a fim de discutir uma cooperação militar.

O presidente norte-americano, Donald Trump, pediu à Rússia na quarta-feira que retirasse as tropas da Venezuela, e disse que “todas as opções” estavam sobre a mesa para que isso acontecesse.

Dois aviões da Força Aérea russa pousaram no aeroporto internacional Caracas no sábado levando cerca de 100 soldados, segundo informado pela mídia. A Rússia, até o momento, se negava a comentar as informações.

“A presença de oficiais russos na Venezuela está conectada à discussão de cooperação no campo técnico-militar”, disse o adido militar José Rafael Torrealba Pérez, de acordo com a Interfax.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, afirmou em sua coletiva semanal, realizada nesta quinta-feira, que “a Rússia não está mudando as relações de poder na região, a Rússia não está ameaçando ninguém, diferentemente dos cidadãos (autoridades) em Washington”.

“Especialistas russos desembarcaram na Venezuela em linha com o previsto por um acordo bilateral intergovernamental sobre cooperação técnico-militar. Ninguém cancelou esse documento”, disse.

Na recente crise política venezuelana, a Rússia e a China apoiaram o presidente Nicolás Maduro, ao passo que os Estados Unidos e a maioria dos países ocidentais, incluindo o Brasil, apoiaram o líder da oposição, Juan Guaidó. Em janeiro, Guaidó evocou a Constituição para assumir uma Presidência interina da Venezuela, apontando que a reeleição de Maduro, em 2018, foi ilegítima.

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