March 28, 2019 / 3:03 PM / 5 months ago

Rússia afirma que enviou "especialistas" para a Venezuela

MOSCOU (Reuters) - A Rússia afirmou nesta quinta-feira que enviou “especialistas” para a Venezuela sob um acordo militar de cooperação, mas disse que eles não oferecem ameaça à estabilidade regional, em resposta a um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela completa retirada de militares russos do país sul-americano.

Avião com bandeira russa no aeroporto internacional de Caracas 24/03/2019 REUTERS/Carlos Jasso

Trump disse na quarta-feira que “todas as opções” estavam sobre a mesa para que a retirada acontecesse, após dois aviões da Força Aérea russa pousaram no aeroporto internacional de Caracas no sábado levando cerca de 100 militares, segundo informado pela mídia.

Na recente crise política venezuelana, a Rússia apoiou o presidente Nicolás Maduro, ao passo que os Estados Unidos apoiam o líder da oposição, Juan Guaidó, além de terem imposto sanções.

Um adido militar venezuelano em Moscou disse nesta quinta-feira que foram enviados “integrantes das Forças Armadas russas” para a Venezuela, mas que eles não vão participar de operações militares, segundo a agência de notícias Interfax.

“A presença de militares russos na Venezuela está relacionada à discussão de cooperação no campo técnico-militar”, disse o adido militar José Rafael Torrealba Pérez, de acordo com a Interfax.

Em entrevista coletiva mensal, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, descreveu os enviados como apenas “especialistas russos”.

“A Rússia não está mudando as relações de poder na região, a Rússia não está ameaçando ninguém, diferentemente de cidadãos (autoridades) em Washington”, disse.

“Especialistas russos desembarcaram na Venezuela em linha com o previsto por um acordo bilateral intergovernamental sobre cooperação técnico-militar. Ninguém cancelou esse documento”, acrescentou.

Em janeiro, Guaidó evocou a Constituição para assumir uma Presidência interina da Venezuela, apontando que a reeleição de Maduro, em 2018, foi ilegítima.

Maduro, que detém o controle das funções estatais e das forças militares do país, afirma que Guaidó é uma marionete dos EUA.

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