April 7, 2019 / 4:20 PM / 6 months ago

Em campanha apertada, Netanyahu usa apoio de Trump para prometer anexação da Cisjordânia

JERUSALÉM (Reuters) - Palestinos ficaram alarmados, enquanto israelenses analisavam a gravidade da súbita promessa eleitoral do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de anexar os assentamentos judeus na Cisjordânia

Alguns comentaristas israelenses viram a promessa do primeiro-ministro, com a aproximação das eleições, principalmente como uma tentativa de atrair votos dos rivais ultranacionalistas que advogam pela anexação.

Mas depois de anos resistindo aos pedidos da ultra-direita para colocar a Cisjordânia, capturada na guerra de 1967, formalmente sob controle israelense, Netanyahu pode estar contando com o apoio de seu aliado, o presidente americano Donald Trump.

“Quem disse que não vamos fazer. Estamos no caminho e estamos discutindo isso”, disse o primeiro-ministro ao canal 12 News de Israel.

Na sexta-feira, perguntado sobre o porquê de não estar pressionando Trump para aprovar a mudança de status dos assentamentos da Cisjordânia. Netanyahu respondeu: “Espere até o próximo mandato”.

Levando em conta as palavras do líder israelense, os Palestinos, que buscam formar um estado com a Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, chamaram a fala como uma violação da lei internacional sobre os territórios ocupados.

“Essa declaração não é só no calor das eleições”, disse Hanan Ashrawi, um representante da Organização para Libertação da Palestina (OLP). “Isso é o fim de qualquer chance de paz.”

Mas o ministro da Educação israelense, Naftali Bennett, diretor do partido Nova Direita e autor de um plano para anexar partes da Cisjordânia, sugeriu que o primeiro-ministro está simplesmente atrás de votos.

“Nos últimos 10 anos, Netanyahu bloqueou a aplicação da lei israelense em qualquer centímetro de terra (na Cisjordânia)”, escreveu em sua conta no Twitter.

Os Palestinos e vários países consideram os assentamentos na região ilegais e esse é o tema mais difícil para retomada de negociações de paz, congeladas desde 2014.

Os antecessores de Trump desencorajaram publicamente a expansão dos assentamentos, argumentando que isso torna mais difícil negociar um estado palestino viável. A maioria dos planos de paz prevêem a manutenção dos assentamentos em troca de Israel ceder outras terras para a Palestina. A anexação tiraria isso da mesa.

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