April 7, 2019 / 5:10 PM / 5 months ago

Ruanda homenageia mortos em genocídio que começou há 25 anos

KIGALI (Reuters) - Ruandeses se reunirão neste domingo para começar uma comemoração solene das vidas de 800 mil Tutsi e Hutus moderados assassinados durante o genocídio ruandês, um período de três meses de execuções há 25 anos.

A cerimônia marca o começo da semana de eventos que homenagearão os mortos. O presidente ruandês, Paul Kagame, deve deixar uma coroa de flores no memorial Gisozi, onde mais de 250 mil pessoas estão enterradas.

À tarde, autoridades se unirão a cerca de 2 mil pessoas em uma “caminhada para recordar” , saindo do Parlamento rumo ao estádio nacional de futebol, onde velas serão acesas em uma vigília noturna.

Ao menos 10 chefes de Estado deverão participar, disse a diretora de comunicação do gabinete presidencial, Stephanie Nyombayire, a jornalistas no sábado. A governadora-geral do Canadá, Julie Payette, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, também deverão estar presentes.

Os 100 dias de assassinatos começaram em 6 de abril de 1994, depois que o presidente Juvenal Habyarimana e o seu equivalente de Burundi, Cyprien Ntaryamira — ambos da etnia Hutu — foram mortos quando o avião em que estavam foi alvejado sobre a capital ruandesa. Os responsáveis nunca foram identificados.

O ataque mobilizou soldados Hutu do governo e milícias aliadas extremistas, que orquestraram o genocídio para exterminar a minoria Tutsi.

Em vilarejos ao redor do país densamente populado, vizinhos se voltaram contra vizinhos, o que resultou em homens, mulheres e crianças golpeados à morte, queimados vivos, espancados e baleados.

Cerca de 10 mil pessoas foram mortas diariamente. Setenta por cento da minoria Tutsi foi dizimada, e mais de 10 por cento da população total de Ruanda, eliminada.

O conflito terminou em julho de 1994 quando a Frente Patriótica Ruandesa (RPF, na sigla em inglês), um movimento rebelde liderado por Tutsis comandados por Kagame, chegou de Uganda e tomou o controle do país.

A política oficial é de desencorajar fortemente qualquer conversa sobre etnia, mas a oposição diz que o controle acirrado da imprensa e da esfera política é usado para abafar divergências, algo que o governo nega.

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