April 7, 2019 / 6:05 PM / 6 months ago

Milhares sudaneses fazem 2º dia de manifestação em frente à residência de presidente

CARTUM (Reuters) - Milhares de manifestantes realizavam uma concentração do lado de fora da residência do presidente sudanês, Omar al-Bashir, no centro de Cartum neste domingo, tendo acampado lá durante a madrugada após a maior manifestação em meses de protestos contra seus 30 anos no poder, disseram testemunhas.

Persistentes protestos contra Bashir e seu partido Congresso Nacional têm ocorrido desde 19 de dezembro. Forças de segurança dispararam gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral e balas reais para dispersar manifestantes, e dezenas foram mortos durante os protestos.

Bashir se nega a deixar o cargo, alegando que seus oponentes devem buscar o poder por meio das urnas.

O Sudão sofreu um blecaute total de energia neste domingo, afirmou o ministro de Recursos Hídricos, Irrigação e Eletricidade, sem dar explicação para o corte. A eletricidade foi reestabelecida mais tarde em algumas áreas.

Desde que a concentração começou no sábado, forças de segurança usaram gás lacrimogêneo diversas vezes em uma tentativa de afastar manifestantes, mas milhares permaneciam.

Aparentemente encorajados pelo sucesso de protestos muito maiores, mas semelhantes na Argélia, que forçaram o debilitado presidente, Abdelaziz Bouteflika, a renunciar na semana passada, ativistas sudaneses convocaram os protestos de sábado. As manifestações marcam o aniversário do golpe militar de 1985 que depôs o presidente autocrático Jaafar Nimeiri após protestos em massa contra seu mandato.

Manifestantes pediram que o Exército se alie a eles mais uma vez em seus esforços para tirar Bashir do poder.

Além da residência de Bashir, a propriedade — que possui o mais forte esquema de segurança do país — também abriga o Ministério da Defesa e a sede do poderoso Serviço de Segurança e Inteligência Nacional.

Milhares de manifestantes também se reuniam no bairro Burri, em Cartum, neste domingo, onde bloqueavam diversas vias, segundo testemunhas.

No sábado, ao menos uma pessoa morreu durante protestos em Omdurman, na margem oposta do Nilo a Cartum, reportou a agência estatal de notícias SUNA, sem dar detalhes sobre a causa da morte. 

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