April 11, 2019 / 1:32 PM / 5 months ago

Premiê da Índia tem ligeira vantagem em eleição com grande comparecimento

MUZAFFARNAGAR, Índia (Reuters) - Os indianos foram às urnas nesta quinta-feira, início de uma eleição geral gigantesca na qual o primeiro-ministro, Narendra Modi, busca um segundo mandato depois de uma campanha intensa com uma plataforma de segurança nacional após episódios de tensão com o vizinho Paquistão.

Premiê indiano, Narendra Modi, durante campanha eleitoral em Junagadh, Gujarat, Índia 10/4/2019 REUTERS/Amit Dave

As pessoas caminharam, pedalaram e usaram tratores para ir às seções eleitorais no maior exercício democrático do mundo – quase 900 milhões de pessoas estão aptas a votar durante sete fases realizadas ao longo de 39 dias, e a contagem dos votos está marcada para 23 de maio.

“Jamais deixei de dar meu voto na vida”, disse Anima Saikia, 61 anos, moradora de Assam, Estado do nordeste indiano, que foi uma das primeiras eleitoras da primeira fase.

“Esta é a única vez em que podemos fazer algo. O jogo está em nossas mãos agora.”

Estimulado por um aumento do fervor nacionalista após as hostilidades de fevereiro com o Paquistão, o partido nacionalista hindu de Modi, Bharatiya Janata (BJP), chegou à eleição com vantagem, mostraram pesquisas de opinião.

Mas a aflição decorrente do desemprego crescente e das rendas fracas da agricultura em áreas rurais, que abrigam dois terços dos indianos, deve render uma maioria muito inferior do que a da votação de 2014 à aliança do BJP.

“Ele melhorou o posicionamento global da Índia e se vingou de nossos inimigos”, disse Sachin Tyagi, de 38 anos, proprietário de uma loja de celulares, à Reuters perto de uma seção eleitoral do norte de Uttar Pradesh, o Estado mais populoso do país.

“Estou feliz com Modi-ji, mas a situação do desemprego pode ser melhorada”, acrescentou, usando um sufixo honorífico.

Embora a tensão com Islamabad tenha insuflado o sentimento nacionalista, analistas políticos dizem que o BJP não está insistindo em propagar a cultura hindu em um país no qual um quinto da população de cerca de 1,3 bilhão de pessoas pertence a outras religiões.

Um dos distritos eleitorais de Uttar Pradesh votando é o de Muzaffarnagar, onde confrontos entre hindus e muçulmanos deixaram 65 mortes durante a última eleição.

“Modi trabalhou, mas não fez o suficiente por nós”, disse Shadab Ali, muçulmano que votava pela primeira vez. “Queremos desenvolvimento. Votei pelo desenvolvimento.”

Reportagem adicional de Jatindra Dash em Bhubaneswar; Zarir Hussain em Guwahati; Danish Siddiqui em Alipurduar; Subrata Nagchoudhury em Kolkata; Aftab Ahmed em Sunil Kataria em Nova Déli; Fayaz Bukhari em Srinagar e Adnan Abidi em Majuli

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