April 20, 2019 / 2:32 PM / 7 months ago

Protestos dos coletes amarelos colidem com a polícia em Paris

PARIS (Reuters) - Dezenas de manifestantes entraram em confronto com policiais entre em Paris neste sábado, o 23º de protestos de coletes amarelos, após autoridades alertarem que manifestantes podem desencadear nova onda de violência na capital francesa.

Manifestantes do movimento coletes amarelos entram em confronto com a polícia em Paris. 20/4/2019. REUTERS/Gonzalo Fuentes - RC187683F580

    Dezenas de manifestantes de capa preta atiraram pedras na polícia e alguns atearam fogo em motocicletas no centro da cidade. Latas de lixo também foram incendiadas.

    A polícia respondeu disparando gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral. Alguns oficiais também marcharam em direção a manifestantes para encaminhá-los para a Place de la Republique, onde foram autorizados a se manifestar.

    Segundo números preliminares, 110 pessoas haviam sido presas e colocadas sob custódia, informou a promotoria de Paris.

    Manifestantes aludiram claramente ao incêndio catastrófico na catedral de Notre-Dame, na segunda-feira, que provocou uma onda de tristeza nacional e uma corrida de famílias e empresas para prometer cerca de 1 bilhão de euros para sua reconstrução.

    “Milhões para Notre-Dame, e para nós, os pobres?” dizia um cartaz de uma manifestante.

    A cidade está em estado de alerta após Christophe Castaner, ministro do Interior, dizer que os serviços de inteligência o informaram de um potencial retorno de desordeiros com intenção de causar estragos em Paris, Toulouse, Montpellier e Bordeaux, em uma repetição de protestos violentos em 16 de março.

    Várias estações de metrô de Paris foram fechadas e cerca de 60 mil policiais foram mobilizados em toda a França.

    Os protestos dos coletes amarelos surgiram em meados de novembro, originalmente devido ao aumento dos preços dos combustíveis e ao alto custo de vida, mas que se transformaram em um movimento mais amplo contra o presidente Emmanuel Macron e sua busca por reformas econômicas.

    O líder francês planejava revelar na segunda-feira políticas para acabar com o movimento, antes que o incêndio em Notre-Dame o obrigasse a cancelar o discurso. Ele agora deve fazer seus anúncios na próxima quinta-feira.

(Por Mathieu Rosemain, Caroline Paillez, Noemie OliveAnne-Fleur Lespiaut, Yonathan Van der Voort e Helena Williams)

((Tradução Redação São Paulo; + 55 11 5644-7712))

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