April 28, 2019 / 3:20 PM / 7 months ago

Tiros em sinagoga perto de San Diego deixam um morto e 3 feridos

POWAY, Califórnia (Reuters) - Um atirador entrou em uma sinagoga na região de San Diego no sábado e abriu fogo com um rifle de assalto sobre os frequentadores do templo matando uma mulher e ferindo outras pessoas em um crime de ódio realizado no último dia de Passagem, disseram autoridades.

O suspeito, que deixou a cena de carro mas se rendeu à polícia pouco tempo depois, foi identificado pelas autoridades como John Earnest, de 19 anos, de San Diego, aparentemente o autor de um “manifesto” que reivindicava a autoria de um incêndio a uma mesquita no mês passado e que dizia se inspirar no atirador que matou quase 50 pessoas em duas mesquitas na Nova Zelândia. 

O xerife do Condado de San Diego Bill Gore disse que a polícia e o FBI estavam investigando o “possível envolvimento” de Earnest em um ataque incendiário ainda não resolvido no dia 24 de março no centro Islâmico de Escondido, uma cidade cerca de 24 quilômetros ao norte da sinagoga atacada neste sábado. Ninguém ficou ferido no incêndio da mesquita. 

Gore disse que Earnest, cuja arma aparentemente apresentou defeitos de funcionamento após os primeiros disparos efetuados, não tinha antecedentes criminais. 

O ato de violência na sinagoga Congregation Chabad na cidade de Poway, na Califórnia, a aproximadamente 37 quilômetros aos norte de San Diego, acontece seis meses depois do atentado na sinagoga Tree of Life, em Pittsburgh, onde 11 pessoas foram mortas e 6 outras ficaram feridas após um atirador adentrar o templo gritando “Todos os Judeus devem morrer”. 

O criminoso neste massacre, o pior ataque a judeus em solo norte-americano, foi preso. 

O ataque do último sábado segue uma onda recente de ataques mortais em templos religiosos pelo mundo. Os ataques à bomba no domingo de Páscoa em diversas igrejas no Sri Lanka mataram mais de 250 pessoas. UM atirador também abriu fogo em duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, no dia 15 de março, deixando 49 pessoas mortas e mais de 40 feridas, algumas enquanto se ajoelhavam para rezar. 

O prefeito de Poway, Steve Vaus, caracterizou o ataque de sábado como um “Crime de ódio” , dizendo que sua avaliação havia sido feita com base nas declarações do atirador enquanto ele entrava na sinagoga. 

Em uma entrevista coletiva posteriormente, Gore disse a jornalistas: “Claramente estamos investigando o caso como homicídio, mas também estamos encarando a violação como crime de ódio assim como uma violação federal de direitos civis”. 

Falando a jornalistas na Casa Branca sobre o ataque de sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que “Minhas maiores simpatias estão com as pessoas afetadas”. Ele acrescentou que “parece um crime de ódio” e que as autoridades irão “chegar à conclusão certa”. 

Reportagem Bridget Clerkin de Poway; Reportagem adicional de Barbara Goldberg em Nova York 

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