June 1, 2019 / 6:36 PM / 4 months ago

Líder da oposição acusa Trump de interferência após apoio a Boris Johnson

LONDRES (Reuters) - Jeremy Corbyn, líder de oposição no Reino Unido, disse neste sábado que as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promovendo Boris Johnson, um dos principais conservadores candidatos a próximo primeiro-ministro, são uma “interferência inaceitável” nos assuntos britânicos.

Em uma entrevista ao jornal Sun antes de sua visita de três dias ao Reino Unido na próxima semana, Trump disse sobre o ex-secretário de Relações Exteriores: “Eu acho que Boris faria um trabalho muito bom, acho que ele seria excelente”.

Outros parlamentares conservadores na corrida pela liderança buscaram seu apoio, disse ele, mas não o ministro do Meio Ambiente, Michael Gove, que tem criticado a posição de Trump sobre o Irã.

Um socialista veterano, Corbyn rejeitou um convite para ir ao jantar de Estado durante a visita de Trump, afirmando que “a tentativa do presidente Trump de decidir quem vai ser o próximo primeiro-ministro britânico é uma interferência completamente inaceitável na democracia de nosso país”.

Ele acrescentou em um comunicado divulgado neste sábado que o “próximo primeiro-ministro deve ser escolhido não pelo presidente dos EUA, nem pelos nada representativos 100 mil membros do partido Conservador, mas pelo povo britânico em uma eleição geral”.

Após fracassar três vezes neste ano em conseguir que o parlamento aprovasse seu plano para a saída da União Europeia, a primeira-ministra Theresa May disse na semana passada que deixará a liderança do partido Conservador em 7 de junho, de modo a abrir caminho para um disputa por sua sucessão.

Até agora, 12 membros do parlamento se candidataram na eleição pela liderança. Eles serão escrutinados e descartados por seus colegas parlamentares até que sobrem apenas dois para que todos os membros do partido possam escolher.

Trump elogiou Johnson em sua visita anterior ao Reino Unido, em julho de 2018, quando disse que ele tinha as habilidades necessárias para ser primeiro-ministro, pouco depois do conservador ter renunciado como chanceler em protesto ao modo como May conduzia o Brexit.

Johnson, que já disse estar preparado para levar o Reino Unido a uma saída sem acordo da UE em 31 de outubro, não comentou o apoio dado por Trump

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